domingo, 4 de outubro de 2009

República das bananas… e a merda é a mesma



FAÇAM O FAVOR DE LER PARA TODA A GENTE SABER


Soube-se a dia 27 de Agosto, pelo Público, que a jovem e distinta advogada


Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 val) com uma carreira de

'dezenas de anos e larga experiência' foi contratada como assessora pelo

membro do Governo, Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da

Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....






Como a tarefa não é muito cansativa foi autorizada a continuar a dar aulas


numa qualquer universidade privada onde ganha uns tostões para compor o

salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.

O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas que

também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento

das suas capacidades.

Nada! Juro pela saúde do Sr. Engenheiro Sócrates

 



Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen.


Já agora, como se devem recordar, ainda relativamente a esta família,

soube-se há tempos que o filhote, depois de se ter formado, foi logo para

consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá 'toda a sua experiência

ao serviço de todos nós.


Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda

lampeira em part-time para o desgoverno, onde certamente porá também

'toda a sua experiência ao serviço de todos nós.





O papá para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos de


milhares de euros nossos na remodelação do um palacete ali para os lados

da Ajuda, onde instalará um gabinete, vai ser transportado pelo nosso carro,

com o nosso motorista e onde certamente, para não fugir ao lema

familiar, porá, de novo, toda a sua experiência ao serviço de todos nós.






Agora, foi nomeado Administrador da Gulbenkian


Tudo isto, por mero acaso, se passa num sítio mal frequentado que se chama


PORTUGAL, onde um milhão e duzentas mil pessoas

vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês.



Parece mentira, não parece ?



ESTE É MAIS UM CASO, ENTRE MUITOS, REVELADOS E DIVULGADOS ATRAVÉS DA

INTERNET, PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS, ESTÃO BEM CONTROLADAS POR

FORÇAS OCULTAS....



sábado, 3 de outubro de 2009

Síndrome de Guillian-Barré

Em 1916, Guillian-Barré e Strohl chamaram a atenção para uma polineuropatia desmielizante inflamatória aguda que causa lesões difusas dos nervos periféricos mistos, caracterizada por distúrbios tanto sensoriais como motores.


Com a virtual erradicação da Poliomielite aguda, esta síndrome (SGB) tornou-se a causa mais comum de paralisia generalizada aguda, com uma prevalência de 0,5-4 por mil pessoas. Ocorre em todos os estádios, embora seja mais frequente nas faixas dos 16 aos 25 e dos 45 aos 65 anos, observando-se ligeira predominância no sexo masculino.

A causa exacta deste distúrbio não é conhecida. De modo geral, manifesta-se após uma infecção respiratória ou gastrointestinal leves. Os sinais de infecção, geralmente desaparecem antes que se iniciem os sinais da SGB.



Ocorre inflamação aguda e e desmielização de fibras periféricas sensoriais e motoras.


Os aspectos patológicos, diferentes de lesões inflamatórias, caracterizam-se por congestão, edema e infiltração de células mononucleares.

A síndrome está associada ao ataque auto-imune, no qual o sistema imunitário da própria pessoa gera anticorpos contra as células de Schwann. Nos casos mais graves, a desmielização segmentar é tão extrema que os axiónios subjecentes também se degeneram.

A destruição das células de Schwann impede a condução de sinais eléctricos ao longo das vias sensoriais e motoras do sistema nervoso periférico.

As manifestações clínicas da SGB costumam instalar-se de maniera incidiosa, traduzindo-se, em geral, por astenia, ligeira hipertremia, sintomas de infecção respiratória banal ou do tipo digestivo, dores articulares e ou musculares.

O seu progresso é proporcional e simétrico, podendo comprometer todos os grupos de músculos, inclusive dos membros superiores, do tronco e da face. Quase 50% dos pacientes têm atrofia dos músculos faciais.

O comprometimento dos nervos bulbares pode determinar disfasia, disartria e disfonia, além de desordens cardiorrespiratórias. A paralisia dos músculos respiratórios, ocasionando queda da capacidade vital, ocorre em 30% dos pacientes, e 42 a 75% têm alguma alteração na sensibiidade: hipersensibilidade ao toque.


 


A disfunção autónoma acontece em certos casos mais graves e pode levar a mortes súbitas, normalmente devido a arritmias cardíacas.


A dor é uma característica frequente que aparece muito cedo no distúrbio, sendo proeminente nalguns casos: dor profunda, podendo apresentar visão baça, tonturas, constipação, incontinência urinária, palpitações; dificuldade de deglutição, excesso de baba, dificuldade respiratória, ausência temporária da respiração, desmaio.





A síndrome é de ciclo autolimitado e a recuperação costuma ser completa na maior partwe dos casos. No entanto, seuqelas como défices motores e hipotrofias musculares podem ocorrer num número reduzido de casos.


Cerca de 3% dos pacientes de SGB morrem por insuficiência cardíaca ou respiratória.

A abordagem multiprofissional de resolução dos problemas é recomendada no tratamento da incapacidade, de modo a maximizar a função. Compreende medidas de fisioterapia e cuidados respiratórios.

Ora, as novas vacinas para a Gripe A podem originar sintomas similares a esta síndrome, que não foram eliminados nos poucos testes a que foram submetidas.

Torna-se, pois, lamentável que se pretenda fazer dos portugueses as cobaias para as tais vacinas, Focetria da Novartis e Pandremrix da GlaxoSmithKline, compreendendo-se que vários médicos e enfermeiros em todo o mundo se recusem a receber a vacina que deveria ser mais testada antes de inoculada em seres humanos.

O último dia

Aquele era o seu último dia de vida, embora não o soubesse.


Naquela manhã sentiu vontade de dormir mais um bocado. Estava cansado, tinha-se deitado tarde, muito tarde e não tinha dormido bem. Mas, logo abandonou a ideia de ficar mais tempo na cama e levantou-se, pensando nas muitas coisas que fazer na empresa.


Lavou a cara e fez a barba a corer, automaticamente. Não prestou atenção ao roto cansado nem às olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas.

Engoliu um café e saiu de casa, resmungando baixo um “bom dia”, sem muita convicção. Desprezou a esposa que se oferecia para um beijo de despedida. Não percebia porque se queixava ela tanto da sua ausência e sempre lhe pedia mais tempo para estarem juntos.

Agora, que estava a conseguir manter o elevado padrão de vida da família? Não bastava isso?

Entrou no carro e pisou o acelerador. Pegou no telemóvel e ligou para a filha. Sorriu quando soube que o netinho tinha dado os primeiros passos. Ficou séro quando a filha lhe lembrou de que há tempos não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar.

Foi uma grande luta. Sabia que gostaria muito de estar com o neto. Mas não podia, nesse dia, sair da empresa. Talvez no próximo sábado..?

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava sobrecarregada e era muito importante começar imediatamente a atender os compromissos, pois estava plenamente convicto de que as pessoas de valor não desperdiçam tempo com conversa fiada.





À hora do almoço pediu à secretária para lhe trazer uma sande e um sumo sem açucar. O colesterol estava elevado, precisava de fazer análises, mas isso ficaria para o próximo mês.


Começou a comer enquanto lia uns papéis para a reunião da tarde. Nem se apercebeu do que comia.

Enquanto relacionava os telefonemas a fazer, sentiu uma tontura e a vista embaciou-se. Lembrou-se do médico quando o advertiu, dias antes, quando teve os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer exames. Mas logo concluiu que era um mal-estar passageiro, que seria resolvido com um café forte sem açucar.

Terminado o “almoço”, escovou os dentes e voltou ao trabalho. “A vida continua!”, pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos…

Já meio atrasado, saiu para uma reunião. Esperou pelo elevador, entrou no carro e deu à ignição. Quando ia engatar a velocidade, sentiu de novo o mal-estar, agora uma forte dor no peito.

O ar começava a faltar… a dor ia aumentando… o carro desapareceu… os outros carros também… os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do tecto, tudo se foi sumindo diante dos olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas dum filme que conhecia bem.

A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pesoas de que mais gostava.

Porque não tinha ido almoçar com a filha e o neto? Que tinha dito a esposa á porta de casa quando saía de manhã?

A dor no peito persistia, mas agora outra dor o perturbava: a do arrependimento.

Não conseguia distinguir qual era a mais forte: a dor da artéria entupida ou a da sua alma que se rasgava…

Ouviu o barulho de algo que se partia no coração e, dos olhos escorreram lágrimas silenciosas…

Queria viver, queria mais uma hipótese, queria voltar a casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto…






Quantas pessoas vivem hoje o seu último dia na Terra e não o sabem!


Quantas saem do corpo físico diariamente e deixam tantas coisas por fazer!

Tudo será feito por outras pessoas, mas as questões afectivas, as coisas do coração, apenas cada um pode deixar em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura a um familiar querido, um beijo carinhoso á esposa, uma palavra atenciosa a alguém que dela necessita…

Aumentam casas ilegais que acolhem idosos

Particulares colocam utentes a viver em caves e lugares similares, denuncia presidente da ALI.


Mais preocupante do que os lares sem alvará é o recrudescimento de "casas clandestinas" onde os particulares acolhem idosos sem reunirem as mínimas condições para tal, denuncia o presidente da Associação de Lares de Idosos.


João Ferreira de Almeida disse, ao JN, que este é um fenómeno "muito preocupante, que está em explosão de Norte a Sul do país". Tratam-se de pessoas particulares que aceitam acolher em suas casas "um, dois, três ou mais idosos" a troco de uma mensalidade e que, muitas vezes, colocam esses idosos "a viver em caves ou outros locais do género", critica o presidente da ALI (Associação de Lares de Idosos, Casas de Repouso e Assistência Domiciliária).

De acordo com este dirigente, as autoridades policiais e a própria Segurança Social têm conhecimento desta realidade, mas argumentam que não é fácil actuar. "Só podem entrar em casas particulares com autorização do proprietário ou com mandado judicial e este nem sempre é fácil de obter", observa João Ferreira de Almeida.

Este responsável refere ainda que "ninguém sabe quantas são estas casas, em que condições vivem estes idosos, se têm ou não acompanhamento médico", atribuindo às famílias uma quota-parte na responsabilidade deste fenómeno. "Ao deixarem os seus idosos nestes locais, livram-se desta preocupação", acusa.



João Ferreira de Almeida considera que este fenómeno é mais preocupante do que o dos lares sem alvará porque estes últimos "sempre têm um letreiro a publicitar o que são e a maioria até pertence a empresas registadas". Pede maior fiscalização também para combater a "concorrência desleal".


O JN tentou ouvir o presidente do Instituto de Segurança Social (ISS) sobre a problemática dos lares de idosos e estabelecimentos similares, mas Edmundo Martinho não esteve disponível. Fonte da ISS adiantou apenas que em 2008 foram encerrados 75 lares, devido à "deficiências graves".

Em Janeiro de 2008, o Procurador-Geral da República definiu como tendo "especial prioridade", em termos de investigação, os crimes cometidos contra idosos. Questionada pelo JN, a Procuradoria-Geral da República referiu que "não foi constituída nenhuma equipa especial, mas pediu-se a colaboração das Juntas de Freguesia, das Autoridades de Saúde e das Entidades Policiais".

FÁTIMA MARIANO (Jornal de Notícias - 3/10/2009)

A força dum sonho


Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há outros que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e, não sendo bons, melhores ou muito bons, são imprescindíveis, como disse Bertold Brecht.

Alguns são guiados ple a força dum sonho.


Conta uma história antiga, que o filho voltou a casa do pai depois de muitos anos longe. O filho, ao chegar, pede um conselho ao pai, dizendo-lhe que precisava muito de ouvir os seus sábios dizeres para resolver um problema que muito o angustiava.

“Estou sem forças, não aguento mais. São muitas as barreiras na minha frente. Assim que supero uma, outra aparece, por vezes maior ainda. Por favor, ajude-me. Que devo fazer, meu pai?”

O pai reflectiu um pouco e em seguida convidou o filho para um passeio. Levou-o até uma grande barragem. Ali chegados, perguntou ao filho:

«Diz-me, meu filho: qual é o teu maior sonho?»

“Sonho, meu pai? As dificuldades são tantas que todos os meus sonhos acabaram.”

«Filho, olha então para esta barragem. Isto era um rio caudaloso, até que construiram esta barragem. Prenderam-no, formando esta grande bacia.»

“Que tem isso a ver comigo, meu pai?”

«Tudo, meu filho. Tem tudo a ver. Sabes que esta água produz energia para iluminar e movimentar várias cidades, não sabes?»

“Claro que sei, mas ainda não percebi o que é que esta barragem tem a ver comigo.”

«Bem, meu filho. Toda a reserva de energia acumulada nesta barragem vem do sonho dum rio, que é chegar ao oceano. Se o rio não tivesse esse sonho, não teria toda essa energia. A barragem trava o sonho, que é o de chegar ao mar.»

“Pode explicar melhor, pai?”

«Tu, meu filho, possuis bastantes reservas de forças em ti. Para soltar essa força, precisas de ter grandes sonhos, como o rio, mas precisas também de ousar viver esses sonhos. Tu, simplesmente permitiste que as dificuldades naturais da vida matassem os teus sonhos. Se sonhares de novo e lutares para os tornares realidade, então irás libertar tanta energia que nada te poderá deter.»

Que cada um deixe de pensar nos sonhos que tem presos dentro de si. É hora de deixar que os sonhos fluam para transformar em energia toda essa vontade de vencer na vida e ser feliz, vendo os seus sonhos realizados.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Já não há degredos…


Os mais velhos lembrar-se-ão de ouvir cantar o “João Brandão”, de quem, se me permitirem, falarei, para que se possa compreender certos hábitos e certas transformações políticas e sociais que tiveram lugar em Portugal. Viveu no século XIX mas poucas são as diferenças dem relação ao que se vive hoje.


João Brandão teve a sua origem numa família camponesa e artesã que ficou vinculada, ao campo político liberal no período miguelista.

Tendo desemenhado destacado papel na guerra de guerrrilhas, ele e os seus virão a retirar benefícios dessa atitude, instalando-se como agentes do novo regime político, que enfrentará, nas zonas montanhosas da Beira, a forte actividade de grupos armados miguelistas e de focos de banditismo.

O controlo da força armada de milícias e do poder local – Câmara de Midões – bem como o facto de investidos em funções repressivas específicas por parte do governo, conduz à sua ascensão social e permite-lhe legitimar manipulações, em proveito próprio, da autoridade que detém.

A sua posição de mediador entre o Estado e a colectividade, e a sua associação a destacadas individualidades do novo regime, permitindo-lhe prestar serviços a uns e a outros, vai-lhe servir para a constituição de clientelas, de extrema utilidade em momentos cruciais de conflito, como as pugnas eleitorais ou a luta armada. Tal observa-se nitidamente durante os confrontos políticos de 1840, em que João Brandão e sua família aparecem como partidários de Costa Cabral. Nessa altura, João Brandão começa a tornar-se particularmente conhecido. Com a Regeneração, mantém uma posição de relevo enquanto grande influente eleitoral e chega a efectuar missões do tipo policial por solicitação do governo. Mas, é também o momento em que se tomam determinadas medidas que têm por objectivo eliminar as bases do seu poder.

No contexto político e social, globalmente identificado como Regeneração, há cada vez menos lugar para ele. A establização do regime, a instituição do totativismo parlamentar, que estabelece um regime de alternância no poder entre dois blocos partidários, estruturados de acordo com os vínculos do patrocionato, o desaparecimento correlativo da necessidade de recorrer aos serviços armados de certos intermediários, já que a paz política permitia um melhor desenvolvimento das funções do aparelho de Estado, nomeadamente a repressiva, o predomínio crescente da autoridade das elites do centro – dirigentes de partidos, ministros, deputados… sobre os notáveis da periferia, a ausência de qualquer tipo de legitimação política para actos, que então parecem relevar pura e simplesmente do foro criminal, contam-se provavelmente entre os elementos que tornaram impossível a persistência de atitudes como as que fizeram de João Brandão que, acusado de ser o mentor do assassinato dum padre e ter já sido acusado da autoria de homicídios, extorção.., corrupção, de que fora absolvido quando julgado em tribunal por tal motivo, é condenado e degradado para Angola, vindo a falecer ali.

Hoje, apesar de algumas semelhanças, já não há degredos nem juízes que a tal condenassem tais homens, que é uma espécie que não falta na vasta praça nacional.

O “estaleiro” nacional






Quererão pensar nisto e em muito mais aqueles que vivem, temporariamente, no vértice superior da pirâmide?











A construção dum navio parece-se com a formação das pessoas. Durante a gestação, o casco é construído até que somos lançados ao mar. A maior parte dum navio é colocada, depois, como acontece connosco; camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados durante a infância e a adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem. Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com as pessoas é diferente; e este é o desafio de cada um, uma vez que crescemos todos os dias e nunca ficamos prontos.

Apesar disso, é preciso partir. Mas, nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados ao cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos. Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança do porto se tornam pesados demais e, por vezes, perdem um tempo precioso da viagem revoltados e lamentando-se por tudo isso. Mas nem todos são assim…

Alguns, mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo desaparecem no horizonte. Desde cedo sabem o que querem e têm pressa de viver. Outros navios também saem logo que podem, mas ficam a dar voltas e mais voltas sem chagar a lado algum. Acabam por navegar só para comprar mais combustível todo o dia e o que ganham mal dá para a reforma do casco…

Os que mais desperdiçam os seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem e, o pior é que, quando não se sabe ao certo o que se espera do rumo que se está a tomar, ou nem sequer se tem um rumo, não se pode corrigir a rota se estiver no caminho errado. Somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.

Já outras pessoas deixam de navegar para se conformar porque têm medo de atrair ventos contrários ou então querem agradar ou impressionar alguém. Não devemos nem podemos aceitar isso, já que significa concordar com o que não devemos. Os dias, todos os dias nos trazem evolução e se não tomarmos as devidas precauções, começamos a ser diminuídos.










A primeira coisa a fazer, então, é tornar-se comandante de si róprio, o que equivale a pensar com a própria cabeça, sem timão ou timoneiro, assumindo riscos pelos erros cometidos e só erram aqueles que têm a coragem para ousar. Por vezes caem e tentam levantar-se de novo, não o conseguindo sempre, é verdade. A nossa autonomia no mar, a nossa capacidade de carga ou a velocidade que podemos atingir sobre as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras como breu, só nós as conhecemos. E, pelos vistos, nem sempre.

Ninguém nos conhece melhor que nós próprios. E, por mai que digam o que temos ou não a fazer, ninguém pode viver a vida por nós. Outras pessoas, ainda, vivem frustradas e infelizes porque não conseguem ter as mesmas coisas que viram noutro navio. Algumas também vivem furiosoas quando alguma coisa ou alguém não age como gostariam. O amor próprio e ao próximo é um exercício diário para saber a diferença entre o que prcisa de ser mudado, como deve sê-lo…

Muita gente tem preferio impôr as suas ideias e opiniões em vez de ouvir o outro; ficar revoltado com o mundo, em vez de admirar a vida, já que se refugiam no mais profundo egoísmo. E há viajantes que pensam no amor como algo a obter, como se fosse um objecto e não como uma arte que precisa de ser aprendida. Alguns até acabam por confundir a sã convivência ou a felicidade com o significado das suas rotas e vivem frustrados, navegando atrás do que não conseguem alcançar, desistindo por vezes a meio caminhodesalentados, considerando que já não vale mais a pena…











A primeira coisa para quem quer encontrar estes bens é não procurar! É esperar que surjam por si mesmos, porque quando não procurarmos o que não pode ser encontrado fora de nós, desccobrimos o que tanto queremos.
Não existe navio que não tenha vivido uma tempestade e, muitos não se afundam porque sabem evitá-lo, sabem comunicar e sabem que precisam dos outros. Só somos fortes quando unidos. Juntos, somos tão grandes e poderosos quanto a onda mais forte e ameaçadora. Perdoar as falhas e limitações dos nossos semelhantes é muito mais que uma virtude – é questão de inteligência e sobrevivência – já que a única coisa que possuímos de verdade é a necessidade dos outros.

Mas, não existem tempestades que durem para sempre, assim como os dias de sol não são também permanentes. Dor e frustração, muitas vezes, são resultado de querermos perpetuar momentos de prazer, de bem-estar, alegria quen por si só são tão efémeros; e com que facilidade esquecemos que nada é eterno, a não ser o movimento – e que, momentos de alegria alternam com os de tristeza…