quinta-feira, 5 de novembro de 2009

E… Deus criou o Mundo



Ao criá-lo, recordou-se de algo importante e deu existência ao BURRO, dizendo:



«Trabalharás incansavelmente de sol a sol, carregando fardos no lombo. Comerás erva fresca e seca, não terás inteligência alguma, e viverás sessenta anos e serás o BURRO.»

Então, o BURRO respondeu:

“Serei BURRO, mas viver sessenta anos é muito. Dá-me apenas trinta de vida.”

Deus deu-lhe os anos pedidos.

Então, Deus criou o CÃO, dizendo:




«Vigiarás a casa dos homens e seráso seu melhor amigo. Comerás os ossos que ele te der e viverás vinte anos. Serás o CÃO.»


O CÃO respondeu:

“Senhor; comerei ossos, mas viver vinte anos é obra. Dá-me apenas dez anos de vida.”

Deus deu-lhe os dez anos.

Deus criou então o MACACO e disse:



«Saltarás de galho em galho, fazendo macaquices; serás divertido e viverás vinte anos. Serás o MACACO.»


O macaco respondeu:

“Senhor, farei macaquices engraçadas, mas viver vinte anos é demasiado. Dá-me apenas dez anos de vida.”

Deus deu-lhe os anos pedidos.


Deus criou o HOMEM e disse:



«Serás o único ser racional sobre a face da Terra. Usarás a tua inteligência para te sobrepores aos demais animais e à Natureza. Dominarás o Mundo e viverás trinta anos.»


O HOMEM respondeu:

“Senhor, serei o mais inteligente dos animais, mas viver trinta anos é muito pouco. Dai-me os trinta que o BURRO recusou, os dez que o CÃO não quis, e também os dez que o MACACO dispensou.”

E assim, Deus fez o HOMEM.

«Está bem… Viverás trinta anos como HOMEM. Casarás e passarás a viver trinta anos como BURRO, trabalhando para pagar as contas e carregado de fardos. Serás aposentado pela SS, vivendo dez anos como CÃO, vigiando a casa.

Depois ficarás velho e viverás mais dez anos como MACACO, saltando de casa em casa, dum filho para o outro, fazendo macaquices para divertires os teus netos.»



Satisfeito, o HOMEM, ignorando as palavras de Deus, logo se organizou em grupos políticos, graças a Deus ter criado também a MULHER, que seria a sua submisa companheira e ao mesmo tempo escrava.


Ao ser criada, pelo HOMEM, a classe política, de imediato se foram apercebendo os outros homens de que a coisa só iria resultar para alguns enriquecerem e eles ficarem cada vez mais pobres e humilhados.





Foram criados os impostos e também os cofres públicos para os guardar depois de arrecadados pelos HOMENS aos homens.



Verificou-se que, a partir de então, a maioria dos homens e das mulheres trabalhava arduamente em benefício dos HOMENS e das MULHERES, que começavam a imaginar-se deuses e deusas, caparzes de, por eles e elas dominarem o MUNDO e também os seus semelhantes inferiores da espécie, chegando assim aos dias de hoje.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

As áreas da polémica na mão do Parlamento



Programa do Governo deixa espaço à negociação mas também deixa antever confrontos


00h30m

Ajudar a economia a sair da crise é objectivo que o Governo quer atingir através de um grupo de promessas, copiadas à palavra do programa eleitoral.

Assim, compromete-se a manter ou criar ajudas financeiras para apoiar 30 mil micro, pequenas e médias empresas, por ano. O crédito bonificado continuará ao nível actual e o fundo para reforçar capitais próprios das empresas será alargado para 1,6 mil milhões de euros. Por criar está um fundo de 250 milhões para apoio à exportação, com a ajuda da rede diplomática. Os estágios para jovens quadros continuarão, em empresas, no Estado ou em entidades de solidariedade social. O Executivo promete também criar uma compensação de impostos, para que os contribuintes façam acertos de contas com o Estado, e começar a pagar dívidas no prazo de 30 dias. Nas obras públicas nada de novo: a ferrovia de alta velocidade será construída nos prazos já previstos, Lisboa terá um novo aeroporto em Alcochete e três auto-estradas da região Norte passarão a pagar portagem. A.F.


entendimentos



Todos os grupos parlamentares concordam com a importância de apoiar as micro, pequenas e médias empresas.


Quem compra um carro vai deixar de ter que pagar IVA sobre o imposto automóvel, promete o Governo, acabando assim com uma dupla tributação já declarada ilegal pela União Europeia. Para as famílias, o regime de deduções e benefícios fiscais no IRS será alterado e passará a ser possível a um casal entregar declarações em separado, se com isso sair beneficiado. Também o imposto sobre os imóveis será alterado, para penalizar quem mantém imóveis devolutos ou mal conservados e para "contrariar o crescimento acelerado da receita" que as autarquias têm obtido, por esta via. Já as mais-valias obtidas na Bolsa passarão a pagar impostos. Mas no cômputo geral, o Executivo diz rejeitar o aumento de impostos. Em matéria de actividade económica, pretende apoiar a criação de empresas ligadas a áreas científicas, dando-lhes um regime fiscal mais favorável. Tudo somado, o Executivo quer chegar ao fim da legislatura com o défice público controlado. A.F.

entendimentos
 


Extinguir o pagamento especial por conta é bandeira do PSD e do PP (para todas as empresas) e da CDU (para as micro e pequenas empresas). Todos os partidos querem mudar o regime do IVA.


A avaliação dos professores e o Estatuto da Carreira Docente poderão deixar isolado o Governo, que mantém as posições enunciadas no programa eleitoral. Compromete-se "acompanhar e a monitorizar a aplicação (...) do segundo ciclo de avaliação" e a "garantir o futuro de uma avaliação efectiva", ao mesmo tempo que acompanhará e avaliará a aplicação do Estatuto. Mas as bancadas da oposição, pelo contrário, estão todas amarradas ao compromisso eleitoral de suspender a avaliação e de rever o estatuto.

Entre outras linhas-força recuperadas para o Programa do Governo estão a prestação de um novo apoio social às famílias, com a atribuição, aos beneficiários dos dois primeiros escalões, de uma bolsa de estudos equivalente ao dobro do abono; o reforço do combate ao insucesso escolar, com aposta nos currículos alternativos, como os cursos de educação e formação; e a criação de condições para que as escolas dos ensinos Básico e Secundário funcionem em regime normal e turno único. A.M.

entendimentos
 


A universalização do pré-escolar recolhe o consenso parlamentar. Será possível o apoio do PSD e CDS sobre a contratação directa de docentes.


Em matéria social, a palavra de ordem é ajudar famílias com filhos: dando uma espécie de complemento solidário, não só aos idosos mas também a famílias trabalhadoras com filhos cujos rendimentos estejam abaixo do limiar de pobreza (o mesmo para pessoas inválidas), aumentar o abono a famílias monoparentais e a famílias com dois ou mais filhos. No rendimento mínimo, pretende-se que os beneficiários há mais de três meses assinem um contrato de "inserção profissional". No que toca a trabalho, pretende reduzir desigualdades entre trabalhadores "com diferentes tipos de contratos", como os contratados sem termo e os a prazo. Ainda, quer-se a aplicação prática da adaptabilidade do tempo de trabalho, a definição de linhas mestras de médio e longo prazo para as políticas salariais, incluindo o salário mínimo, e o reforço da formação profissional. Está também previsto permitir que quem recebe subsídio de desemprego possa trabalhar a tempo parcial e que 25 mil pessoas sem direito a subsídio possam frequentar estágios ou "empregos de transição". A.F.

entendimentos
 


Alterações às regras do subsídio de desemprego são reclamadas por todos os grupos parlamentares.


Uma aposta do Governo é a expansão das unidades de saúde familiar a todo o o território até 2013. Outra a antecipação para esse ano dos objectivos fixados para 2016 na cobertura com a rede de cuidados continuados. Outra ainda é o reforço do apoio do Estado aos grupos mais vulneráveis para a aquisição de medicamentos. Com mais ou menos diferenças, poderão ter o apoio da oposição.

Depois da polémica do encerramento de urgências, o Governo quer prosseguir a concentração, integração e racionalização de recursos com a oferta de cuidados em centros hospitalares e unidades locais de saúde, reforçando o ambulatório e desenvolvimento o conceito de "clínica de um dia". No domínio da gestão, promete melhorar os instrumentos das parcerias público-privadas.

Noutras políticas, destaca-se o fim progressivo dos hospitais psiquiátricos, o alargamento do acesso aos cuidados de saúde oral e dos programas para a diabetes, a oncologia, as dependências e o vírus VIH/Sida. A.M.

entendimentos
 


Na política do medicamento, destaque-se o consenso sobre o incremento dos genéricos e a prescrição pela denominação internacional


O combate à corrupção é um dos compromissos comuns a todas as bancadas. O Governo propõe-se combater a existência de paraísos fiscais e criar, nos serviços públicos, códigos de conduta e medidas de prevenção de riscos, para "reduzir ocasiões e circunstâncias propiciadoras da corrupção". A oposição tem posições como a criminalização do enriquecimento ilícito no exercício de cargos públicos e o levantamento do sigilo bancário. Enquanto quase todos os partidos pretendem encetar uma nova reforma das leis penais, o Governo quer concluir a avaliação da aplicação do Código de Processo Penal. Mas propõe-se aumentar a celeridade processual, com a redução dos prazos para a decisão e prevendo compensações aos cidadãos quando se verificar o seu incumprimento injustificado; reforçar o orçamento dedicado à investigação criminal; redefinir a figura do defensor oficioso; criar uma linha telefónica "Justiça Aberta" para atendimento aos cidadãos; e requalificar as prisões. A.M.

entendimentos
 


O alargamento da rede de julgados de paz e até o reforço das suas competências marecem o consenso de quase todos os partidos.





(JN - 3/11/2009)

O sonho




O sono já foi definido por Shashespeare como “a morte da vida em cada dia”, ou como “estupfacção irresistível”. No entanto, os cientistas descobriram que, pelo contrário, o cérebro fervilha de actividade durante o sono.

É durante o sono que surge o sonho. Todas as noites, depois de apagadas as luzes, é como se subisse o pano do teatro dentro da nossa cabeça. Como actores ou como público, ou como ambos, revivemos fragmentos dos acontecimentos do dia ou experiências e emoções mais antigas.

Os cenários do sonho vão do trivial ao maravilhoso e ao macabro. A nossa mente adormecida, aceita sempre como normais estas alucinações, por muito exageradas que sejam: são apenas sonhos e, ao sonharmos, habitamos um mundo interno e subjectivo, onde a razão e a realidade já não são soberanas.

Então, um indivíduo adormeceu e começou a sonhar com colheres de pau compridas e, a dada altura, um anjo convidou-o a visitar o céu e o inferno. Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem a porta, o homem viuuma sala que tinha no centro um caldeirão com substanciosa sopa e, à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de pau de cabo comprido, eu lhe possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que levassem á boca a sopa. Era um grande suplício, um grande sofrimento.

Seguidamente, o anjo levou-o a conhecer o céu. Entraram numa sla idêntica à anterior: havia um mesmo caldeirão, as pessoas à volta e as colheres de pau de cabo comprido. A diferença é que todas estavam satisfeitas. Não havia fome nem sofrimento.

“Não compreendo, disse o homem ao anjo, porque razão aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra morrem de aflição, se é tudo igual:” O anjo sorriu e respondeu: «ão percebeste? É porque aqui, as pessoas aprenderam a dar comida umas às outras.»

Moral: nesta história temos três situaçõs que merecem profunda reflexão:

Egoismo – No inferno, as pessoas estavam apenas preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;

Criatividade – Como todos queriam desenrascar-se da crítica situação em que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;

Equipa – Se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

Como conclusão, dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras.
O espírito de equipa é essencial para se alcançar o sucesso. Uma equipa participativa, homogénea e coesa, vale mais que um batalhão de pessoas isoladas.
Isto é válido para todas as áreas da vida, especialmente a profissional e a social. É preciso lembrarmo-nos sempre que a alegria faz bem à saúde e que estar triste é morrer aos bocados.

sábado, 31 de outubro de 2009

A memória indelével



Imaginemo-nos possuidores duma memória tão apurada que, já em idade avançada conseguimos ainda lembrar-nos claramente do rosto da nossa mãe inclinar-se sobre o nosso berço.

Ou imaginemos que as palavras e números evocam no nosso espírito imagens concretas específicas. Todos ou muitos dirão que sim, que têm uma vaga ideia ou que se recordam perfeitamente disso tudo.


A nossa capacidade de memória pode ser praticamente ilimitada: não só conseguimos memorizar quase tudo, como cada nova recordação é indelével. O que significa que 5 ou 15 anos depois de termos memorizado um discurso, uma promessa, uma conversa em público ou em privado, podemos repeti-la sem erros e descrever em pormenor a sala onde essa conversa teve lugar.




A recordação duma impressão armazenada resulta num estado de cinestesia em que a memória mistura as imagens, os sons, o tacto, o sabor e o cheiro.


Actualmente, alguns pensam que o sistema límbico, que processa as sensações, é tão activo que suplanta a capacidade discriminativa do cérebro em relação às fontes dos sentidos.

Para nós, isto tem um significado muito importante, ao contrário do que possa significar para um político, que se recusa admitir ter dito isto ou aquilo, neste ou naquele dia, dando a entender que quem está errado, ou obnubilado somos nós e não ele.

Enquanto alguns de nós educam a memória para poderem, mais tarde, recordar-se de tudo o que disseram e do local onde o disseram, o político, geralmente, refuta ter dito o que realmente disse ou ter feito realmente o que fez, negando-o claramente e acusando-nos de estarmos a deturpar o que “efectivamente disseram”.




O político não possui uma memória polissensorial, que é a chave para a capacidade de memorizar conversas e factos passados.


Por vezes, causam “inveja” a quem os ouve negar alegremente o que realmente disseram e fizeram, porque considero ser necessária muita “coragem” para o fazer, ao mesmo tempo que fazem dos outros, de nós portanto, uns desmiolados inventores de frases, gestos que nunca pronunciaram e muito menos fizeram, bastando: “Eu não disse isso! Eu não fiz isso!”… o poder a quem o detém.

E nós ficamos encavacados, porque numa mente normal, as impressões começam quase imediatamente a apagar-se, deixando lugar para novas impressões. É verdade, mas cada impressão recebida dura horas e acaba por ser assimilada, levando á acumulação de memórias sobre memórias. E, como elos mais fracos duma sociedade em que sempre sai vencedora a “lei” do mais forte ou poderoso, acabamos por nos calar, porque todas as estratégias para esquecer determinadas afirmações, gestos ou acções, se revelam ineficazes. E vemo-nos obrigados a suprimir grupos inteiros de memórias, ignorando-as sistematicamente. Depois, experimentamos escrever as coisas que queremos esquecer em folhas de papel que de seguida queimamos ou rasgamos, embora as recordações não se esfumem ou desapareçam. E só a muito custo pessoal conseguimos tentar afastar algumas.



domingo, 25 de outubro de 2009

A flor da honestidade

Conta-se que por volta do ano 250 a. C., na China Antiga, um príncipe estava em vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com as leis, deveria casar-se.


Sabendo disso, resolveu abrir um concurso entre as raparigas da corte ou quem quer que fosse considerada digna da sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, em celebração especial, todas as pretendentes e, entáo, lançaria o desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu tristeza, pois sabia que a sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.



Ao chegar a casa e relatar o facto a sua filha, surpreendeu-se ao saber que ela pretendia ir à reunião, e perguntou incrédula:


- Minha filha, que vais lá fazer? Estarão presentes as mais belas e ricas raparigas da corte. Tira essa ideia insensata da cabeça. Sei que deves sofrer, mas não tornes o sentimento em loucura.

A filha, respondeu: - Não, querida mãe, não estou a sofrer e muito menos louca. Sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficar, pelo menos alguns momentos, perto do príncipe. Isso já me faz feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, com efeito, todas as mais belas raparigas, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.

Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

«Darei a cada uma, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses me trouxer a mais bela flor, será escolhida para minha esposa e futura imperatriz da China.»

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valoriza muito a especialidade de cultivar alguma coisa; sejam costumes, amizades, relacionamentos…




O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade na arte da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse, na mesma extensão do seu amor, não precisaria de se preocupar com o resultado.


Passaram três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada tinha nascido.

Dia após dia percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas também cada vez mais profundo o seu amor.

Por fim, os seis meses tinham passado e nada tinha brotado da terra do vaso.

Consciente do seu esforço e dedicação, a rapariga disse á mãe que, independentemente das circunstâncias, voltaria ao palácio na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de alguns minutos na companhia do príncipe.

À hora marcada lá estava, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela que a outra, das mais variadas formas e cores.

Estava admirada, pois nunca tinha presenciado tão bela cena.

Finalmente chegou o momento esperado e o príncipe observou cada uma das pretendentes com todo o cuidado. Depois de passar por todas, uma a uma, anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

Os presentes tiveram as mais inesperadas reacções. Ninguém compreendeu porque razão ele tinha escolhido precisamente aquela que nada tinha cultivado.

Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

«Esta foi a única que cultivou a flor que a torna digna de se tornar uma imperatriz: a flor da honestidade, já que todas as sementes que entreguei eram estéreis.




A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade á sua volta.

sábado, 24 de outubro de 2009

E… o mundo foi criado!



Então, Deus disse:


«Que cresça a erva, que dê semente e que da semente cresçam árvores que dêem frutos.»

Depois, Deus povoou a Terra com brócolos, couve-flor, espinafres, tomates, milhos.., vegetais de todas as espécies, para que o homem, criado á sua imagem segundo alguns, e a mulher, pudessem viver longas e saudáveis vidas.





Foi então que satanás criou as McDonald’s e a promoção dos Big Macs, a cinco euros (na moeda da época…)





E Satanás perguntou ao homem, criado à imagem de deus: “Queres as batatas fritas com quê?” e o homem respondeu: “Na promoção, com coca-cola, catchup e mostarda:” E engordou cinco quilos.

Depois, para que o homem não se sentisse tão só, Deus criou a mulher e, ao mesmo tempo criou o iogurte saudável (magro e meio-gordo), para que a mulher pudesse manter a forma esbelta de que o homem tanto gostava e ainda gosta, suponho…




Foi aí que Satanás criou o chocolate, e a mulher engordou cinco quilos.

Paciente, Deus disse: «Experimentai as minhas saladas», apresentando uma vasta gama delas.

Mas, Satanás criou pratos de belas feijoadas, bacalhau com todos, marisco de toda a qualidade. E a mulher engordou dez quilos.




Naquele tempo também a vida resumia-se a comer e dormir… e pouco mais, o que de modo algum serve de desculpas.




Já um tanto decepcionado, Deus disse aos homens: «Enviei-vos bons e saudáveis vegetais, o azeite.., para poderdes cozinhar.»






De imediato, satanás inventou as gorduras hidrogenadas, o frango e o peixe frito, os rissóis… E o homem ganhou mais dez quilos e, os níveis de colesterol bateram os recordes, a diabetes surgiu em força, aconteceram acidentes cardiovasculares, tromboses…





Deus, na sua bondade, criou as sapatilhas e o homem perdeu aqueles quilos extra.


Mas, ah o safado do Satanás, criou a televisão por cabo, com comando á distância, para que o homem não tivesse que se levantar para mudar de canal. E, engordou mais vinte quilos.

Uma vez mais não sei se triste se decepcionado, Deus avisou: «Estais a passar os limites!»

E Satanás criou o ataque cardíaco, o enfarte. E Deus criou a intervenção cirúrgica e o implante da Stent. Mas Satanás criou o sistema de saúde português.



Mas Deus deu ao homem as convenções, os acordos e a aposentação para que pudesse descansar, oferecendo-lhe novas hipóteses…


Sem descansar, Satanás criou os partidos políticos que não querem saber se efectivamente os homens e as mulheres existem. Aqueles que nada ou muito pouco fazem e ligam ao bem-estar social.

E, do cimo da Sua bondade, Deus apresentou uma declaração de desistência.

As doenças invisíveis esquecidas



Respeitosamente e com toda a deferência para com as pessoas e instituições, não posso deixar de lavrar uma opinião acerca do que realmente se passa no país.


No dia 29 de Maio teve lugar em Londres a quarta conferência internacional sobre os cuidados, tratamentos e avanços da investigação da encefalomielite miálgica (síndrome da fadiga crónica).

Proporcionaram-se sólidas evidências biomédicas que não podem ser continuamente ignoradas pelas autoridades da saúde.


Em meu entender, Portugal é um desses países que, se bem que não esqueça a doença, não faz o menor esforço para a dar a conhecer, e menos inda para saber a sua origem, o seu tratamento e suas consequências (é incapacitante e pode chegar a ser mortal).


Hoje, por toda a parte se fala da gripe A.
 


Mas hoje também, felizmente, embora sejam pouccos os que investigam (demasiado dinheiro para investir nuns poucos doentes, é mais rentável dedicar fundos a investigar comom paliar os efeitos da cocaína, por exemplo), considera-se uma doença auto-imune e multissistémica.


Encefalomielite miálgica, ou inflamação do cérebro, da medula e dores musculares, é um termo clinicamente muito significativo, e que, além disso, descreve com precisão a natureza da doença.



Sempre houve pacientes, afectados pelas mais diversas doenças e alguns pela encefalomielite miálgica, que sofriam ao extremo, como com pacientes afectados pela demência ou Alzheimer, e indigna-me que estes e outros pacientes estejam desamparados, por vezes maltratados e incompreendidos, tanto médica como socialmente.


Há dias em que essas pessoas não podem levantar-se. Alguns fizeram-no ontem e hoje pela última vez na sua vida. São as consequências do avanço impiedoso da doença. E a estes pacientes, com demência ou Alzheimer, não há quem negue a incapacidade permanente, pelo simples facto de se tratar de doenças irreversíveis.




Encontramo-nos desprotegidos juridica, social e economicamente. E, pergunto-me porque razão haverá tanto interesse em tornar invisíveis estas doenças, quando se dá visibilidade demasiada e até forçada a uma banal gripe sazonal a que, pomposamente designam por A,


psicose actual.




A uma cidade, a um país, chega o vírus da gripe e todos os habitantes transmitiram, em poucos dias, a infecção.


Há que ver como se vive a psicose actual sobre a gripe A.

Mas, só metade deles terá febre.

Quais?

Aqueles que resolveram um pequeno conflito no ano em curso…

Que papel desempenha a gripe?

O vírus da gripe volta a pôr as coisas no seu sítio e previne a formação do cancro dos brônquios. Algo que sucede com os grandes traumas.




Visto desse modo: bendita seja a gripe!


E se o conflito é mais intenso?

Então, aparece em cena uma bronquite ou uma asma.

Então, para que serve a vacina antigripal?

Não serve para os futuros gripados que se encontram com o sistema imunitário debilitado e correm o risco de sofrer de patologias mais graves. Mas há sempre quem saia beneficiado.






Santinha!!!