

O sono já foi definido por Shashespeare como “a morte da vida em cada dia”, ou como “estupfacção irresistível”. No entanto, os cientistas descobriram que, pelo contrário, o cérebro fervilha de actividade durante o sono.
É durante o sono que surge o sonho. Todas as noites, depois de apagadas as luzes, é como se subisse o pano do teatro dentro da nossa cabeça. Como actores ou como público, ou como ambos, revivemos fragmentos dos acontecimentos do dia ou experiências e emoções mais antigas.
Os cenários do sonho vão do trivial ao maravilhoso e ao macabro. A nossa mente adormecida, aceita sempre como normais estas alucinações, por muito exageradas que sejam: são apenas sonhos e, ao sonharmos, habitamos um mundo interno e subjectivo, onde a razão e a realidade já não são soberanas.
Então, um indivíduo adormeceu e começou a sonhar com colheres de pau compridas e, a dada altura, um anjo convidou-o a visitar o céu e o inferno. Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem a porta, o homem viuuma sala que tinha no centro um caldeirão com substanciosa sopa e, à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de pau de cabo comprido, eu lhe possibilitava alcançar o caldeirão, mas não permitia que levassem á boca a sopa. Era um grande suplício, um grande sofrimento.
Seguidamente, o anjo levou-o a conhecer o céu. Entraram numa sla idêntica à anterior: havia um mesmo caldeirão, as pessoas à volta e as colheres de pau de cabo comprido. A diferença é que todas estavam satisfeitas. Não havia fome nem sofrimento.
“Não compreendo, disse o homem ao anjo, porque razão aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra morrem de aflição, se é tudo igual:” O anjo sorriu e respondeu: «ão percebeste? É porque aqui, as pessoas aprenderam a dar comida umas às outras.»
Moral: nesta história temos três situaçõs que merecem profunda reflexão:
Egoismo – No inferno, as pessoas estavam apenas preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;
Criatividade – Como todos queriam desenrascar-se da crítica situação em que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;
Equipa – Se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.
Como conclusão, dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras.
O espírito de equipa é essencial para se alcançar o sucesso. Uma equipa participativa, homogénea e coesa, vale mais que um batalhão de pessoas isoladas.
Isto é válido para todas as áreas da vida, especialmente a profissional e a social. É preciso lembrarmo-nos sempre que a alegria faz bem à saúde e que estar triste é morrer aos bocados.

Sem comentários:
Enviar um comentário