sábado, 24 de outubro de 2009

As doenças invisíveis esquecidas



Respeitosamente e com toda a deferência para com as pessoas e instituições, não posso deixar de lavrar uma opinião acerca do que realmente se passa no país.


No dia 29 de Maio teve lugar em Londres a quarta conferência internacional sobre os cuidados, tratamentos e avanços da investigação da encefalomielite miálgica (síndrome da fadiga crónica).

Proporcionaram-se sólidas evidências biomédicas que não podem ser continuamente ignoradas pelas autoridades da saúde.


Em meu entender, Portugal é um desses países que, se bem que não esqueça a doença, não faz o menor esforço para a dar a conhecer, e menos inda para saber a sua origem, o seu tratamento e suas consequências (é incapacitante e pode chegar a ser mortal).


Hoje, por toda a parte se fala da gripe A.
 


Mas hoje também, felizmente, embora sejam pouccos os que investigam (demasiado dinheiro para investir nuns poucos doentes, é mais rentável dedicar fundos a investigar comom paliar os efeitos da cocaína, por exemplo), considera-se uma doença auto-imune e multissistémica.


Encefalomielite miálgica, ou inflamação do cérebro, da medula e dores musculares, é um termo clinicamente muito significativo, e que, além disso, descreve com precisão a natureza da doença.



Sempre houve pacientes, afectados pelas mais diversas doenças e alguns pela encefalomielite miálgica, que sofriam ao extremo, como com pacientes afectados pela demência ou Alzheimer, e indigna-me que estes e outros pacientes estejam desamparados, por vezes maltratados e incompreendidos, tanto médica como socialmente.


Há dias em que essas pessoas não podem levantar-se. Alguns fizeram-no ontem e hoje pela última vez na sua vida. São as consequências do avanço impiedoso da doença. E a estes pacientes, com demência ou Alzheimer, não há quem negue a incapacidade permanente, pelo simples facto de se tratar de doenças irreversíveis.




Encontramo-nos desprotegidos juridica, social e economicamente. E, pergunto-me porque razão haverá tanto interesse em tornar invisíveis estas doenças, quando se dá visibilidade demasiada e até forçada a uma banal gripe sazonal a que, pomposamente designam por A,


psicose actual.




A uma cidade, a um país, chega o vírus da gripe e todos os habitantes transmitiram, em poucos dias, a infecção.


Há que ver como se vive a psicose actual sobre a gripe A.

Mas, só metade deles terá febre.

Quais?

Aqueles que resolveram um pequeno conflito no ano em curso…

Que papel desempenha a gripe?

O vírus da gripe volta a pôr as coisas no seu sítio e previne a formação do cancro dos brônquios. Algo que sucede com os grandes traumas.




Visto desse modo: bendita seja a gripe!


E se o conflito é mais intenso?

Então, aparece em cena uma bronquite ou uma asma.

Então, para que serve a vacina antigripal?

Não serve para os futuros gripados que se encontram com o sistema imunitário debilitado e correm o risco de sofrer de patologias mais graves. Mas há sempre quem saia beneficiado.






Santinha!!!

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