Respeitosamente e com toda a deferência para com as pessoas e instituições, não posso deixar de lavrar uma opinião acerca do que realmente se passa no país.
No dia 29 de Maio teve lugar em Londres a quarta conferência internacional sobre os cuidados, tratamentos e avanços da investigação da encefalomielite miálgica (síndrome da fadiga crónica).
Proporcionaram-se sólidas evidências biomédicas que não podem ser continuamente ignoradas pelas autoridades da saúde.
Em meu entender, Portugal é um desses países que, se bem que não esqueça a doença, não faz o menor esforço para a dar a conhecer, e menos inda para saber a sua origem, o seu tratamento e suas consequências (é incapacitante e pode chegar a ser mortal).
Hoje, por toda a parte se fala da gripe A.
Mas hoje também, felizmente, embora sejam pouccos os que investigam (demasiado dinheiro para investir nuns poucos doentes, é mais rentável dedicar fundos a investigar comom paliar os efeitos da cocaína, por exemplo), considera-se uma doença auto-imune e multissistémica.
Encefalomielite miálgica, ou inflamação do cérebro, da medula e dores musculares, é um termo clinicamente muito significativo, e que, além disso, descreve com precisão a natureza da doença.
Sempre houve pacientes, afectados pelas mais diversas doenças e alguns pela encefalomielite miálgica, que sofriam ao extremo, como com pacientes afectados pela demência ou Alzheimer, e indigna-me que estes e outros pacientes estejam desamparados, por vezes maltratados e incompreendidos, tanto médica como socialmente.
Há dias em que essas pessoas não podem levantar-se. Alguns fizeram-no ontem e hoje pela última vez na sua vida. São as consequências do avanço impiedoso da doença. E a estes pacientes, com demência ou Alzheimer, não há quem negue a incapacidade permanente, pelo simples facto de se tratar de doenças irreversíveis.
Encontramo-nos desprotegidos juridica, social e economicamente. E, pergunto-me porque razão haverá tanto interesse em tornar invisíveis estas doenças, quando se dá visibilidade demasiada e até forçada a uma banal gripe sazonal a que, pomposamente designam por A,
psicose actual.
A uma cidade, a um país, chega o vírus da gripe e todos os habitantes transmitiram, em poucos dias, a infecção.
Há que ver como se vive a psicose actual sobre a gripe A.
Mas, só metade deles terá febre.
Quais?
Aqueles que resolveram um pequeno conflito no ano em curso…
Que papel desempenha a gripe?
O vírus da gripe volta a pôr as coisas no seu sítio e previne a formação do cancro dos brônquios. Algo que sucede com os grandes traumas.
Visto desse modo: bendita seja a gripe!
E se o conflito é mais intenso?
Então, aparece em cena uma bronquite ou uma asma.
Então, para que serve a vacina antigripal?
Não serve para os futuros gripados que se encontram com o sistema imunitário debilitado e correm o risco de sofrer de patologias mais graves. Mas há sempre quem saia beneficiado.
Santinha!!!









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