quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coragem moral e auto-disciplina




A coragem é a manifestação silenciosa da disciplina interior que, com dignidade, tudo suporta, tudo sofre por lealdade, consciência e do dever. A coragem moral realiza o ser humano de froma plena, apronta o espírito a indagar, a dizer a verdade, a ser justo, fraterno e honrado, a resistir à corrupção, cumprindo alegremente o optimismo do seu dever.
O ser humano que não alcançou o controlo do seu interior, não consegue viver esta potencialiddade que se chama coragem moral. Cada acção da vida humana exige reflexão, consciência e coragem moral.
Sempre que um homem descobre e tenta expôr a verdade, tem que lutar contra a detracção, a calúnia, a infâmia e a perseguição. Aquele que vive com coragem moral não se deixa abater nem intimidar com a difamação que possam fazer-lhe pelas costas, nem aos murmúrios dos que se sentem incomodados pela verdade apresentada. Está disciplinado para suportar, com visão crítica, os conceitos emitidos na face da sua pessoa.
A fé humana fortifica o espírito, a disciplina interior representa a reconciliação e pacificação do homem com a sua consciência. A coragem moral é a mais forte expressão do ser humano que se conhece, porque vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo.
O nosso trabalho não ocorre apenas no instante em que nos encontramos com o nosso paciente. Há a necessidade duma purificaçao das nossas relações com aqueles que convivem connosco e um constante burilamento das nossas acções e penamentos. Para isso, faz-se necessária uma contínua e persistente rotina de redução de condutas inadequadas, elevação do pensamento e do espírito, objectivando diariamente um gradual aumento na sintonia com as faixas superiores. Devemos fazer do nosso dia, uma jornada de fraternidade, reconhecendo que somos nós os maiores enfermos e que o trabalho de amparo a outrém não beneficia apenas os pacientes, mas, principalmente a nós, que provamos, resgatamos e expiamos.
Falei há dias, telefonicamente, com um amigo, que me fez ver que o despertar é o reinício diário da nossa renovada tentativa de evoluirmos, através da nossa própria evolução. Despertar significa regressar á luz, á missão e ao encontro dos nossos. Então, devemos ter consciência que se há regresso é porque existe a falta, comigo ou com alguém. Dentro de cada um não deverá ser apagada a chama da lucidez.
O entusiasmo e a alegria deverão ser as primeiras componentes presentes no início do acto que é ser humano. A partir desse momento, iniciamos a preparação para a oportunidade de trabalho que nos é concedida. Assim, no nosso despertar, devemos purificar e renovar o nosso corpo físico, projectando sobre os órgãos, músculos, tecidos, células e átomos, água desintoxicante e renovadora.
A partir desse instante, quando nos encontramos prontos para iniciar um novo dia de trabalho, poderemos encontrar-nos connosco próprios. Temos de ampliar o conceito humano…
É evidente que este encontro comigo próprio faz parte da história peculiar da minha vida, que me foi recordada por esse amigo, que recordou também que a intensidade e a energia são os únicos factores de igualdade ou similaridade.
Tocou-me sensivelmente, pois somos de certa forma frágeis. O contacto com esse meu amigo fez-me engrandecer e, por reconhecer a nossa grande família, sabemos que não somos únicos e que não estamos sós, trabalhando por um objectivo. Fortalecmo-nos em todos os sentidos, principalmente quando abandonamos o “orgulho” e o “egoísmo”.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Fraude e falsidade em Copenhaga



O livro “Betrayers of the Truth-Fraud and Deceit in the Halls of Science” (Traidores da Verdade-Fraude e Falsidade nos Umbrais da Ciência), de W Broad e N Wade, analisa casos de fraude e falsidade na comunidade científica e como permanecem caladas durante anos.
Ptolomeu, por exemplo, considerado o maios astrónomo da Antiguidade, não teria feito observações astronómicas, mas adaptado, para a cidade de Alexandria as feitas por Hiparco na ilha de Rodes, o que gerou distorções identificáveis. O caso de Ptolomeu é analisado detalhadamente no livro de R. Newton, “The Crime of Claudius Ptolemy”, e por J Rawlins, no “Journal of the History of Astronomy”.
Falsidades cometidas por Galileu, Newton, Dalton, Mendel, J. Benorelli – que tomou de seu filho a equação que leva o seu nome – e outros, são analisados por Braoad e Wade.
Estas observações vêm a propósito da divulgação (Climatgate) pela Internet, de milhares de mensagens e dezenas de documentos oriundos do centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia (CRU), órgão de referência mundial sobre o clima. Váriasmensagens trocadas entre integrantes do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) indicam ter havido manipulação de dados para ocultar a descida da temperatura da Terra.
Paul Chesser, correspondente do Heastland Institut, revelou que M. Mann – que defraudou dados sobre o clima dos últimos mil anos, para levar à crença de que há um aquecimento global antropogénico – tendo recebido seis milhões de dólares pelos seus artigos e projecções. Mann está sob investigação pela Universidade estadual da pensilvânia. P. Jones, director do CRU, foi afastado do cargo por suspeitas de ter recebido dinheiro para forjar dados. E o Senado dos Estados Unidos, por iniciativa do senador J. Inhofe, abriu um inquérito sobre o “Climategate”, que considera ser a maior fraude científica dos tempos modernos.
A leitura de vários e-mails robustece a antiga suspeita de que há fraude na manipulação de dados do CRU, que sempre se recusou a revelá-los, contrariando o procedimento salutar e usual da comunidade científica.
Nada disso foi objecto de consideração na Cimeira de Copenhaga, que pareceu cuidar mais das pancadarias e passeatas, na melhor tradição da juventude nazi, como lebrou o visconde de Monckton.
Parece que não há previsão sobre as conclusões da reunião, dita científica, e que a fantástica soma de 300 biliões/ano de dólares, pleitada para “combater o aquecimento” ficará àquem disso.
I Plimer é um respeitado geólogo da Universidade de Adelaide, Austrália, editor e coautor da “Encyclopedia of GeologY”, um trabalho de respeito com cinco volumes, quase três mil páginas e trezentos e vinte colaboradores. Recentemente, Plimer publicou o livro “Heaven and Earth: Global Warming-The Missing Science” (Céu: Aquecimento Global – a Ciência que Falta), com cerca de duas mil e quinhentas referências científicas que validam o que diz o livro, que é uma crítica fundamentada ao IPCC e às projecções feitas por computador, que não têm valor, uma vez que a ciência do clima não existe. O IPCC não consegue explicar o que ocorreu nos últimos mil anos nem o porquê no final da última Glaciação, o Norte dos EUA, acima do paralelo de Washington, a Europa e a Ásia, estavam sob camadas de gelo cuja espessura variava entre dois a cinco quilómetros. Esse gelo derreteu, o nível dos oceanos subiu 130 metros e atingiu o nível actual. Nessa ocasião – e em nenhuma Era Glacial anterior – houve CO2 “antropogénico” para derreter os gelos. Sobre isso, o IPCC nada diz.
O livro de Plimer é leitura recomendada a todos os que se interessam pelos aspectos científicos do clima e procuram saber o que há por trás dessa algaravia global, que consome biliões de dólares, faz reuniões pseudocientíficas e nunca chega a resultado algum.
A maior ameaça para a humanidade não é o aquecimento antropogénico. Afinal, a Terra está a arrefecer e aproxima-se dum novo período glacial – isso é comprovado por vários factores, incluindo a inexistência de manchas solares, que desapreceram há quase um ano. O que ameaça a humanidade é a intromissão, na vida das pessoas e das nações, de órgãos sem mandato electivo e de grupos económicos, além da ONU. Querem governar-nos e determinar aos países o que podem fazer, quanto podem crescer e consumir e se podem ser livres e independentes.

Soneto do Amigo





(Aos novos e aos velhos amigos


e aos que se perderam na estrada.

Todos imprescindíveis, sempre lembrados.

Um 2010 com renovações e alegrias.)



Enfim, depois de tanto erro passado


Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.



É bom sentá-lo novamente ao lado

Com os olhos que contem o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.



Um bicho igual à mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com meu próprio engano.



O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...



«Vinicius de Moraes»

Les politiques ( politiciens ) et les pauvres (necessiteux)

Bonjour les Amis

Si il y a quelque chose qui m'horripile (les cheveux) c'est la façon dont les politiciens de pacotille font de la politique.
A part leurs "promesses bateau" ( toujours le mêmes ) il y a deux MOTS dont ils ignorent totalement le sens.
Le premier c est HONNEUR et respect des engagements et de la parolle donnée
Le second c est NECESSITEUX , PAUVRE
En effet, ils ( les politiciens ) mentent comme des arracheurs de dents....aucun sens de l'honneur ni aucun sens des engagements tenus pendant leurs capagnes electorales
Quant au sens du mot NECESSITEUX et/ou PAUVRE....au diable mais....jamais ILS ne comprendront ( après avoir ete elus) ce que cela veut dire.
Nous , le peuple, avons le droit à des considérations extremes avant et pendant la période electorale ; ILS promettent , en effet, de s'occuper de tout et de tous....il n'y aura plus de pauvres ou necessiteux....ils sont là pour tout résoudre et tous aider.
Ils feront en sorte que les "sans abris" et "sans même de quoi manger"....soient aidés et ILS leur trouveront des sollutions à tous les problèmes.
Mais , quelle vergogne et quelle honte....une fois élus....leurs promesses deviennent "démagogiques et sans aucun effet".
Ils ( les politiciens) n'ont même pas honte de vous refgarder dans les yeux en vous diasnt ;
...non...jamais je ne vous ait cela....je n'ai jamais promis quoi que ce soit ...
Alors, chers AMIS....en ce debut d'Année 2010.....n'oubliez jamais que VOUS EXISTEZ....qui VOUS ETES.....et surtout...faites leur sentir que c'est grace à VOUS qu'ils sont à la place qu'ils occupent.
Ne laissez JAMAIS et ne PERDEZ JAMAIS l'occasion de leur faire savoir que VOUS TENEZ LEUR DESTINEE entre vos mains ( votre voix et votre vote lors des elections)
Santionnez les.....et VOUS EXISTEREZ...
Ou , alors.......taisez vous et soumettez vous docilement comme "un esclave" se soumettait à son "seigneur" du temps de la monarchie.
Vous qui avez FAIT (pacifiquement) la revolution du 25 Avril......réagissez et ne vous laissez point intimider par des "visages bouffis" de vos politiciens......
Courage; bonne et heureuse année à tous
L'HOMME si il le veut...il le peut...
Alors.....redevenez l'homme que vous avez toujours su être.
Mes meilleures pensées vous accompagnent
Boycow
02/01/2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Les politiques et...."leur" vérité

Chers amis

Il est navrant de constater que les politiques ( et ou politiciens ) ont un "sens" très spécial de la vérité et de leurs engagements.
Avant d'être "élus"....aucune difficulté , aucun problème...ILS vous apportent toute leur "aide" ( virtuelle )
Dès leur election....ils sont "touchés" par une folle amnésie qui...efface tout ce dont ils avaient promis , juré et...assuré de réaliser.
Il est aussi vrai, que les "hommes politiques" (quel qu en soit leur pays) ne connaissent que leur vérité....ce qui à nos yeux....ne représente que de la lachete, du mensonge et.....du "foutaise de gueule " ( comme dit le peuple )
Les hommes politiques OUBLIENT que c est grâce ( et uniquement ) à leurs électeurs...qu'ils beneficient des "avantages donnés par l election.....
Une fois élus....adieu promesses...adieu "parolle donnée" ( si parolle donnéé signifie qualque chose pour eux)...j en doute fort
Le mensonge c est LEUR quotidien....leur VIE.....
Alors...peuple de ce Pays.....REVOLTEZ VOUS et ne laissez pas tomber dans l oubli...la parolle donnée
La "misère" du peuple ...les RENFORCE dans leur capacité à exister et à MENTIR
Montrez leur que VOUSD n oubliez pas...que vous vous en souvenez et...que VOUS AUSSI vous avez droit à une "part du gateau"....et à VIVRE DECEMMENT....
Rien de plus....n acceptez JAMIS les aumônes de ceux que vous avez ELU....Mais n OUBLIEZ JAMAIS non plus de leur rappeler que ...c est VOUS le PATRON et que sans votre VOTE....il ne serait RIEN.
Courage....et.....montrez que vous EXISTEZ et que vous etes leur PATRON
Mes meilleures pensées pour l année 2010 vous accompagnent.
Bien à vous

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Declaro-me vivo





Saboreio cada momento, mesmo aqueles que me são adversos, porque me sinto livre, minha amiga.
Antigamente, preocupava-me quando os outros diziam mal de mim. Por vezes, fazia o que queriam e a minha consciência censurava-me.
Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, nem sempre podia ser bem sucedido, porque havia alguém que me impedia.
Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário. A partir desse momento, comecei a ser como sou.
A árvore anciã ensinou-me que somos todos iguais. Sou o guerreiro; a minha espada é a amizade, o meu escudo o humor, o meu espaço a coerência, o meu texto a liberdade.
Perdoem-me os deuses se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação que tem embutida a inocência.
É possível que tenhamos de ser apenas humanos…
Sem amizade nada tem sentido; sem amizade estamos perdidos, corremos de novo o risco de estarmos a caminhar de costas para a luz.
Por essa razão, minha amiga, é muito importante que apenas a amizade inspire as nossas acções. E por mim, tudo bem!
Anseio que descubra, minha amiga, a mensagem por trás das palavras; não sou sábio algum, sou apenas um ser apaixonado pela vida, pela vida dos mais pobres e doentes.
A melhor forma de despertar é deixar de questionar se as nossas acções incomodam aqueles que dormem à nossa volta.
A chegada não importa. O caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos de correr para lugar algum, apenas dar cada passo com total consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada ou ninguém pode desequilibrar-nos. Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores que nós, está garantido o desequilíbrio.
É possível que sejamos apenas água a fluir; o caminho terá de ser feito por nós.
Porém, minha amiga, não permita que o leito escravize o rio, ou então, em vez dum caminho, terá uma prisão.
Adoro a minha loucura, que me vacina contra a estupidez. Adoro o amor, que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
As pessoas estão tão acostumadas à infelicidade, que a sensação contrária lhes parece estranha. As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontãnea as incomoda, e a amizade inspira-lhes desconfiança.
A vida é um cântico á beleza, uma chamada á transparência.
Peço-lhe perdão, minha amiga, mas declaro-me vivo!

domingo, 20 de dezembro de 2009

É imoral; mas somos amigos…



Apareceu de novo na imprensa mundial o senhor Moammar Kadafi. Acaso terá inveja a Berlusconi?



Entre ambos existem apreciáveis diferenças, claro, apesar de partilharem os mesmos gostos por determinadas raparigas.



O que acontece é que Kadafi foi amistosamente convidado para um cenário político europeu, como se essa personagem da Líbia não tivesse sido o autor dum golpe de estado em 1969 e não se tivesse erigido, sucessivamente, em comandante chefe das forças Armadas líbias, primeiro-ministro, ministro da Defesa e presidente do Conselho Revolucionário. Ou seja, tem uma trajectória ditatorial de quarenta anos.


Esse senhor é saudado pelos políticos democráticos europeus. Não é caso único; há outros governantes em África, absolutamente inapresentáveis, com os quais se decidiu ter e manter relações normais de cordialidade. Direitas e esquerdas. Antes e agora.




Montaram-se muitas instituições na europa que quiseram justificar-se por uma acção positiva a favor de países pobres, mas passam os anos – muitos anos – e muitos deses países não só continuam a ser pobres, senão que os que os que ocupam o poder são cada vez mais ricos.


Se na própria Europa há uma notabilísima corrrupção – visível ou invisível – como pode pensar-se em purificar um país longínquo?

Atenção: longínquo desde o ponto de vista físico, mas muito irmanado por interesses repartidos.




Escandalizamo-nos com Berlusconi, que é um descarado que abusa do poder. As suas disposições autoritárias são espectaculares. É lamentável que alguns o vejam como um indivíduo pitoresco e não como um perigoso infractor do que antanho se chamava moralidade.


Todos estamos ao corrente dos casos de corrupção e, certamente que pensamos que existe uma corrupção oculta.

Como chegamos a esta situação? Como se desenvolveu a desconfiança na moralidade económica e política? Como é possível que se façam obras faraónicas em países nos quais o povo pasa fome?

Disse moralidade e não ética ou civismo, que são as palavras que hoje se utilizam. Parecem mais modernas, porque são mais brandas. Talvez tenhamos que recuperar a rotundidade de imoral, a única palavra que, sem dissimular, se aplica aos “costumes, actos e pensamentos humanos que se caracterizam por ser moralmente maus.”

E Montaigne acaba por ter razão. «Se não nos indignamos quando nos apresentam alguém com um corpo contrafeito – escreveu – porque deveríamos irritar-nos quando vemos uma alma deformada?»