

A coragem é a manifestação silenciosa da disciplina interior que, com dignidade, tudo suporta, tudo sofre por lealdade, consciência e do dever. A coragem moral realiza o ser humano de froma plena, apronta o espírito a indagar, a dizer a verdade, a ser justo, fraterno e honrado, a resistir à corrupção, cumprindo alegremente o optimismo do seu dever.
O ser humano que não alcançou o controlo do seu interior, não consegue viver esta potencialiddade que se chama coragem moral. Cada acção da vida humana exige reflexão, consciência e coragem moral.
Sempre que um homem descobre e tenta expôr a verdade, tem que lutar contra a detracção, a calúnia, a infâmia e a perseguição. Aquele que vive com coragem moral não se deixa abater nem intimidar com a difamação que possam fazer-lhe pelas costas, nem aos murmúrios dos que se sentem incomodados pela verdade apresentada. Está disciplinado para suportar, com visão crítica, os conceitos emitidos na face da sua pessoa.
A fé humana fortifica o espírito, a disciplina interior representa a reconciliação e pacificação do homem com a sua consciência. A coragem moral é a mais forte expressão do ser humano que se conhece, porque vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo.
O nosso trabalho não ocorre apenas no instante em que nos encontramos com o nosso paciente. Há a necessidade duma purificaçao das nossas relações com aqueles que convivem connosco e um constante burilamento das nossas acções e penamentos. Para isso, faz-se necessária uma contínua e persistente rotina de redução de condutas inadequadas, elevação do pensamento e do espírito, objectivando diariamente um gradual aumento na sintonia com as faixas superiores. Devemos fazer do nosso dia, uma jornada de fraternidade, reconhecendo que somos nós os maiores enfermos e que o trabalho de amparo a outrém não beneficia apenas os pacientes, mas, principalmente a nós, que provamos, resgatamos e expiamos.
Falei há dias, telefonicamente, com um amigo, que me fez ver que o despertar é o reinício diário da nossa renovada tentativa de evoluirmos, através da nossa própria evolução. Despertar significa regressar á luz, á missão e ao encontro dos nossos. Então, devemos ter consciência que se há regresso é porque existe a falta, comigo ou com alguém. Dentro de cada um não deverá ser apagada a chama da lucidez.
O entusiasmo e a alegria deverão ser as primeiras componentes presentes no início do acto que é ser humano. A partir desse momento, iniciamos a preparação para a oportunidade de trabalho que nos é concedida. Assim, no nosso despertar, devemos purificar e renovar o nosso corpo físico, projectando sobre os órgãos, músculos, tecidos, células e átomos, água desintoxicante e renovadora.
A partir desse instante, quando nos encontramos prontos para iniciar um novo dia de trabalho, poderemos encontrar-nos connosco próprios. Temos de ampliar o conceito humano…
É evidente que este encontro comigo próprio faz parte da história peculiar da minha vida, que me foi recordada por esse amigo, que recordou também que a intensidade e a energia são os únicos factores de igualdade ou similaridade.
Tocou-me sensivelmente, pois somos de certa forma frágeis. O contacto com esse meu amigo fez-me engrandecer e, por reconhecer a nossa grande família, sabemos que não somos únicos e que não estamos sós, trabalhando por um objectivo. Fortalecmo-nos em todos os sentidos, principalmente quando abandonamos o “orgulho” e o “egoísmo”.

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