domingo, 24 de janeiro de 2010

Bons propósitos



Por mais discursos oficiais que nos caiam em cima, o fim de ano não é mais que uma convenção astronómica. Trata-se simplesmente de que a Terra se encontra, todos os anos e em relação ao sol, no mesmo lugar no qual se encontrava no ano passado. Ou seja, que a nossa sombra tem a mesma longitude sobre o solo, as árvores mantêm as poucas folhas que lhes restam, a cerveja continua a marcar a fronteira entre o líquido e a espuma e o fumo que sai pelas chaminés perfuma o ar com a mesma frgância que nos anos anteriores.



Fica, isso sim, o factor humano. Porque os anos são a medida do tempo que mais se adapta ao nosso crescimento. Os anos, os preços dos transportes e o preço das coisas e as esperanças não cumpridas.


Hoje, em vigília e novas agendas, é um bom momento para fazer uma lista de bons propósitos, sabendo que no ano novo esses bons propósitos serão tão constantes como a longitude da sombra, o sabor da cerveja ou o fumo que cega os olhos das pessoas de Inverno.


Gostaria que os ecrãs da Internet fossem realmente um invernador de pequenas sabedorias em vez de ser o jardim de infância daqueles que só sabem insultar desde o anonimato. Gostaria de deixar de entender a política como o sucedâneo de todas as proibições e não como a arte de impulsionar todas as ideias realmente construtivas.




Assinaria agora mesmo para que as pessoas voltassem a ler antes de tergiversar o que, na realidade, nunca chegaram a ler. Sentir-me-ia muito mais seguro num mundo onde a verdade contrastada valesse mais que o simples rumor.



Às vezes viveria tranquilo, deixando que os sentimentos fossem mais respeitáveis que os princípios. Tranquilizar-me-ia imaginar que os movimentos da alma humana levassem á compreensão, antes que a moral social os levassem à Inquisição.


Conformar-me-ia com sentir, durante dez minutos por dia, a vibrante sensação das plantas, esses seres que só têm vida mas que não se metem na vida dos demais.




Investigaria as últimas razões do cansaço, porque isso significaria conhecer os motivos do trabalho e a utilidade do esforço. Buscaria a beleza no fundo das coisas abjectas e faria o possível para extrair da pincelada do génio a harmonia do silêncio entre o estrépito. Quisera não querer nada e, em troca, continuar a querer.



Gostaria de comprovar se é possível viver connosco próprios, se podemos chegar, caminhando… se podemos ser mais sábios sem informação. Se podemos e devemos aceitar sem necessidade de espelhos.


Recuperaria as emoções que algum dia ficaram escritas e pegar-lhes-ia para voar de novo sobre outros mundos, outras pessoas e outras peles. Faria o possível para dizer que não quando sinto que não. Retrocederia nos calendários até dar com o momento exacto em que comecei a errar. Faria um museu dos ódios e um viveiro dos entusiasmos, lugares justos para não esquecer as afrontas e para partilhar as alegrias.

Sentar-me-ia no interior dum templo à espera que Deus me dissesse alguma coisa…



domingo, 17 de janeiro de 2010

As mães de antigamente

Para lembrar e rir com coisas que as mães diziam e faziam… Uma forma que hoje é condenada pelos educadores e psicólogos, mas que funcionou com eficácia. Talvez que, se não tivessem mudado tanto, o nosso mundo estivesse bem melhor.


Minha mãe ensinou-me a valorizar o sorriso: “Reponde-me outra vez e vais ver para onde te vão os dentes.” A rectidão era ensinada formalmente: “Endireito-te nem que seja à pancada.”

Fui ensinado a dar valor ao trabalho dos outros: “Se tu e o teu irmão vos quereis matar, ide lá para fora, porque acabei de limpar a casa.” Também aprendi a lógica e a hierarquia: “Porque eu digo que é assim! Ponto final. Quem manda aqui?”



A motivação foi-me ensinada do seguinte modo: “Continua a chorar e dou-te uma razão a sério para o fazeres!” Curiosamente, também aprendi o que é a contradição: “Fecha a boca e come.” Penso que os do meu tempo também aprenderam, como eu, sobre a antecipação: “Espera até que o teu pai chegue a casa!” E sobre a paciência: “Calma… quando chegarmos a casa, vais ver…”


Também nos era ensinada a maneira de enfrentar desafios: “Olha para mim e responde-me quando te fizer uma pergunta!” E sobre o raciocínio lógico: “Se caires dessa árvore, vais partir o pescoço e eu ainda te prego umas chapadas para o endireitar.”




Mas, como não podia deixar de ser, também recebi lições de medicina: “Deixa-te de ficar vesgo meu menino. Se vem uma rabanada d vento, ficas assim para sempre.”


Fui também elucidado sobre o reino animal: “Se não comeres essas verduras, os bichos da tua barriga vão-te comer!” E aquelas lições de genética: “És igualzinho ao teu pai!”

Mas, a minha mãe também me educou acerca das minhas raízes: “Estás a pensar que nasceste numa família pôdre de rica?”

E sobre a sabedoria da idade: “Quando tiveres a minha idade, vais entender.”

Ah, e sobre a justiça: “Um dia também terás filhos e espero que eles te façam o mesmo que me fazes a mim. Vais ver o que é bom!”




A religião não podia faltar: “É melhor rezares a Deus e a todos os santos para que essa nódoa na carpete saia..!”


E sobre o beijo dos esquimós: “Se riscares outra vez, esfrego-te o nariz na parede até que saia o risco.” Mas também me falou do circo e do contorcionismo: “Olha-me para essas orelhas. Que nojo!” Ensinou-me também o que é a determinação: “Vais ficar aí sentado até comeres tudo o que te deitei no prato!” E sobre a arte do ventriloquo: “Não resmungues. Cala essa boca e diz-me porque fizeste isto…” Não foi fácil aprender a ser objectivo: “Ponho-te bom só com uma estalada.” Ainda não havia televisão e já me ensinou a ouvir: “Se não baixares o volume, vou aí e parto o rádio na tua cabeça.”



Ensinou-me a ter gosto pelos estudos: “se for aí e ainda não tiveres acabado a lição, já sabes.”


Fui ajudado na coordenação motora: “junta esses brinquedos. Pega um por um e vai pô-los no sítio!”

Também aprendi precocemente, os números: “Vou contar até dez. Se esse pote não aparecer, levas uma bofetada que vês mil estrelas.”




A minha mãe, um muito obrigado. Hoje sou uma pessoa bem melhor, mais educada e humana que essa nova geração. Os ensinamentos eram práticos, nada de teorias…

sábado, 16 de janeiro de 2010

Apesar do bloqueio…




A existência de cerca de 146 milhões de crianças com menos de cinco anos abaixo do peso ideal no mundo em desenvolvimento, cntratsta com a realidade das crianças cubanas, que estão livres desta enfermidade social. Esses preocupantes números surgiram num recente relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), intitulado «Progresso para a Infância, Balanço sobre a Nutrição», divulgado na sede da ONU. Segundo o documento, os índices de crianças abaixo do peso são de 28% na África Subsaariana, 17% no Médio Oriente, 15% na Ásia Ocidental e Pacífico, 7% na América Latina e Caraíbas. Depois vem a Europa Central e de Leste, com 5% e outros países em desenvolvimento, com 27%.
Cuba é o único país da América latina e Caraíbas que eliminou a desnutrição infantil severa, graças aos esforços do governo para melhorar a alimentação da população, especialmente dos grupos mais vulneráveis. As duras realidades do mundo, mostram que 852 milhões de pessoas padecem de fome e que 53 milhões vivem na América Latina. Só no México há 5,2 milhões de pessoas desnutridas. No Haiti, são 3,8 milhões, enquanto que, em todo o planeta, mais de cinco milhões de crianças morrem de fome todos os anos.
Segundo estimativas da ONU, não seria custoso garantir saúde e nutrição básica para todos os habitantes dos países em desenvolvimento. Para alcançar essa meta, bastariam 13 biliões de dólares adicionais ao que se destina actualmente, um número que nunca foi atingido e que é exíguo se comparado com os biliões de dólares destinados anualmente á publicidade comercial, os 400 biliões gastos em medicamentos tranquilizantes ou mesmo os 8 biliões de dólares que são gastos em cosméticos nos Estados Unidos.
Para satisfação de Cuba, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) também reconheceu que eesta é a nação com os maiores avanços na luta contra a desnutrição na América Latina. O Estado cubano garante um cabaz básico alimentar, que permite a alimentação da sua população pelo menos em dois níveis básicos, mediante uma rede (não corrupta) de distribuição de produtos alimentares. Além disso, há instrumentos económicos noutros mercados e serviços locais para melhorar a alimentação do povo cubano e atenuar o défice alimentar. Especialmente, há uma constante vigilância sobre o sustento das crianças e adolescentes. A nutrição começa com a promoção duma melhor e mais natural forma de alimentação. Desde os primeiros dias do nascimento, os incalculáveis benefícios do aleitamento materno justificam todos os esforços realizados em Cuba, em favor da saúde e do desenvolvimento da sua infância. Isso tem permitido elevar os índices de recém-nascidos que recebem aleitamento materno até ao quarto mês de vida, e que continuam a consumir esse leite, complementado com outros alimentos, até aos seis meses de idade. Naturalmente, 99% dos recém-nasidos saem das maternidades com aleitamento materno exclusivo, índice superior à meta proposta, que é de 95%, segundo dados oficiais, nos quais se indica que todas as províncias do país cumprem essa meta.
O tema da desnutrição tem grande importância na campanha da ONU para atingir, em 2015, as Metas de Desenvolvimento do Milénio, adoptada numa reunião de chefes de Estado em 2000 e que tem entre os seus objectivos eliminar a pobreza extrema e a fome. A ONU considera que Cuba está na vanguarda do cumprimento dessas metas em matéria de desenvolvimento humano. Mesmo enfrentando deficiências, dificuldades e sérias limitações impostas pelo bloqueio económico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados unidos há mais de quarenta anos, Cuba não mostra índices alimentares de desnutrição infantil, como ocorre noutros países. Nenhuma das 146 milhões de crianças com menos de cinco anos, com problemas de peso baixo que vivem hoje no mundo, é cubana.

domingo, 10 de janeiro de 2010

As asas do mundo



Por cada mulher forte, cansada de aparentar debilidade, há um homem cansado de parecer forte.


Por cada mulher cansada de ter de agir como uma tonta, há um homem desesperado por ter de aparentar saber tudo.

Por cada mulher cansada de ser qualificada como “fêmea emocional”, há um homem a quem se negou o direito de chorar e de ser “delicado”.




Por cada mulher catalogada como pouco feminina quando em competição, há um homem obrigado a competir para que não se duvide da sua masculinidade.


Por cada mulher que não teve acesso ao trabalho ou a um salário digno, há um homem que deve assumir a responsabilidade económica doutro ser humano.

Por cada mulher que desconhece os mecanismos do automóvel, há um homem que redescobre o caminho para a liberdade.




A humanidade tem duas asas: uma é a mulher, a outra o homem. Até que as duas asas estejam igualmente desenvolvidas, a humanidade não poderá voar. Necessitamos duma nova humanidade, pois precisamos de voar!


Agora, mais que nunca, a causa da mulher é a de toda a humanidade.

Já todos pensaram no sentido da palavra felicidade? Talvez… Geralmente, o que se ouve é que a felicidade não existe, que o que existem são alguns momentos felizes. Será assim? Será que algo tão grandioso como a felicidade existe apenas em coisas transitórias? Estará a felicidade apenas nun caso novo, numa viagem, na compra duma casa nova, num encontro com alguém que nos fará felizes?




Na realidade, a felicidade está dentro de cada um de nós. Só que, para a reconhecer como verdadeira, torna-se necessária uma análise da vida. Já alguém reparou nas boas coisas que nos rodeiam? Já notaram como todos os dias tantas coisas boas acontecem e que só valorizamos as más? Já alguém observou que a vida é um fluir contínuo, como as águas dum rio, no qual navegamos, muitas vezes, contra a corrente?



Temos dentro de nós muitas resistências e uma delas desenvolve-se contra o ser feliz. Estar alegre pode ser passageiro, mas estar feliz é eterno e não depende de nada.


Basta que olhemos para dentro de nós e acreditemos em tudo o que podemos realizar, naquilo que podemos construir. Alguém já travou amizade consigo próprio?

Cada um de nós deve ser o nosso amigo de verdade. Estamos ou não a nosso favor?

Então, que tal sermos felizes de verdade? Que tal valorizarmo-nos enquanto seres vivos, não importanto o grau da humanidade? Sorriamos com mais frequência, acoerdemos de e com bom humor!

Quando perguntarem como vamos, digamos que cada vez melhor. Assumamos a condição de sermos felizes, não importando qualquer tipo de dificuldade, pois, com certeza venceremos, uma vez que a felicidade é transmissível.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coragem moral e auto-disciplina




A coragem é a manifestação silenciosa da disciplina interior que, com dignidade, tudo suporta, tudo sofre por lealdade, consciência e do dever. A coragem moral realiza o ser humano de froma plena, apronta o espírito a indagar, a dizer a verdade, a ser justo, fraterno e honrado, a resistir à corrupção, cumprindo alegremente o optimismo do seu dever.
O ser humano que não alcançou o controlo do seu interior, não consegue viver esta potencialiddade que se chama coragem moral. Cada acção da vida humana exige reflexão, consciência e coragem moral.
Sempre que um homem descobre e tenta expôr a verdade, tem que lutar contra a detracção, a calúnia, a infâmia e a perseguição. Aquele que vive com coragem moral não se deixa abater nem intimidar com a difamação que possam fazer-lhe pelas costas, nem aos murmúrios dos que se sentem incomodados pela verdade apresentada. Está disciplinado para suportar, com visão crítica, os conceitos emitidos na face da sua pessoa.
A fé humana fortifica o espírito, a disciplina interior representa a reconciliação e pacificação do homem com a sua consciência. A coragem moral é a mais forte expressão do ser humano que se conhece, porque vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo.
O nosso trabalho não ocorre apenas no instante em que nos encontramos com o nosso paciente. Há a necessidade duma purificaçao das nossas relações com aqueles que convivem connosco e um constante burilamento das nossas acções e penamentos. Para isso, faz-se necessária uma contínua e persistente rotina de redução de condutas inadequadas, elevação do pensamento e do espírito, objectivando diariamente um gradual aumento na sintonia com as faixas superiores. Devemos fazer do nosso dia, uma jornada de fraternidade, reconhecendo que somos nós os maiores enfermos e que o trabalho de amparo a outrém não beneficia apenas os pacientes, mas, principalmente a nós, que provamos, resgatamos e expiamos.
Falei há dias, telefonicamente, com um amigo, que me fez ver que o despertar é o reinício diário da nossa renovada tentativa de evoluirmos, através da nossa própria evolução. Despertar significa regressar á luz, á missão e ao encontro dos nossos. Então, devemos ter consciência que se há regresso é porque existe a falta, comigo ou com alguém. Dentro de cada um não deverá ser apagada a chama da lucidez.
O entusiasmo e a alegria deverão ser as primeiras componentes presentes no início do acto que é ser humano. A partir desse momento, iniciamos a preparação para a oportunidade de trabalho que nos é concedida. Assim, no nosso despertar, devemos purificar e renovar o nosso corpo físico, projectando sobre os órgãos, músculos, tecidos, células e átomos, água desintoxicante e renovadora.
A partir desse instante, quando nos encontramos prontos para iniciar um novo dia de trabalho, poderemos encontrar-nos connosco próprios. Temos de ampliar o conceito humano…
É evidente que este encontro comigo próprio faz parte da história peculiar da minha vida, que me foi recordada por esse amigo, que recordou também que a intensidade e a energia são os únicos factores de igualdade ou similaridade.
Tocou-me sensivelmente, pois somos de certa forma frágeis. O contacto com esse meu amigo fez-me engrandecer e, por reconhecer a nossa grande família, sabemos que não somos únicos e que não estamos sós, trabalhando por um objectivo. Fortalecmo-nos em todos os sentidos, principalmente quando abandonamos o “orgulho” e o “egoísmo”.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Fraude e falsidade em Copenhaga



O livro “Betrayers of the Truth-Fraud and Deceit in the Halls of Science” (Traidores da Verdade-Fraude e Falsidade nos Umbrais da Ciência), de W Broad e N Wade, analisa casos de fraude e falsidade na comunidade científica e como permanecem caladas durante anos.
Ptolomeu, por exemplo, considerado o maios astrónomo da Antiguidade, não teria feito observações astronómicas, mas adaptado, para a cidade de Alexandria as feitas por Hiparco na ilha de Rodes, o que gerou distorções identificáveis. O caso de Ptolomeu é analisado detalhadamente no livro de R. Newton, “The Crime of Claudius Ptolemy”, e por J Rawlins, no “Journal of the History of Astronomy”.
Falsidades cometidas por Galileu, Newton, Dalton, Mendel, J. Benorelli – que tomou de seu filho a equação que leva o seu nome – e outros, são analisados por Braoad e Wade.
Estas observações vêm a propósito da divulgação (Climatgate) pela Internet, de milhares de mensagens e dezenas de documentos oriundos do centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia (CRU), órgão de referência mundial sobre o clima. Váriasmensagens trocadas entre integrantes do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) indicam ter havido manipulação de dados para ocultar a descida da temperatura da Terra.
Paul Chesser, correspondente do Heastland Institut, revelou que M. Mann – que defraudou dados sobre o clima dos últimos mil anos, para levar à crença de que há um aquecimento global antropogénico – tendo recebido seis milhões de dólares pelos seus artigos e projecções. Mann está sob investigação pela Universidade estadual da pensilvânia. P. Jones, director do CRU, foi afastado do cargo por suspeitas de ter recebido dinheiro para forjar dados. E o Senado dos Estados Unidos, por iniciativa do senador J. Inhofe, abriu um inquérito sobre o “Climategate”, que considera ser a maior fraude científica dos tempos modernos.
A leitura de vários e-mails robustece a antiga suspeita de que há fraude na manipulação de dados do CRU, que sempre se recusou a revelá-los, contrariando o procedimento salutar e usual da comunidade científica.
Nada disso foi objecto de consideração na Cimeira de Copenhaga, que pareceu cuidar mais das pancadarias e passeatas, na melhor tradição da juventude nazi, como lebrou o visconde de Monckton.
Parece que não há previsão sobre as conclusões da reunião, dita científica, e que a fantástica soma de 300 biliões/ano de dólares, pleitada para “combater o aquecimento” ficará àquem disso.
I Plimer é um respeitado geólogo da Universidade de Adelaide, Austrália, editor e coautor da “Encyclopedia of GeologY”, um trabalho de respeito com cinco volumes, quase três mil páginas e trezentos e vinte colaboradores. Recentemente, Plimer publicou o livro “Heaven and Earth: Global Warming-The Missing Science” (Céu: Aquecimento Global – a Ciência que Falta), com cerca de duas mil e quinhentas referências científicas que validam o que diz o livro, que é uma crítica fundamentada ao IPCC e às projecções feitas por computador, que não têm valor, uma vez que a ciência do clima não existe. O IPCC não consegue explicar o que ocorreu nos últimos mil anos nem o porquê no final da última Glaciação, o Norte dos EUA, acima do paralelo de Washington, a Europa e a Ásia, estavam sob camadas de gelo cuja espessura variava entre dois a cinco quilómetros. Esse gelo derreteu, o nível dos oceanos subiu 130 metros e atingiu o nível actual. Nessa ocasião – e em nenhuma Era Glacial anterior – houve CO2 “antropogénico” para derreter os gelos. Sobre isso, o IPCC nada diz.
O livro de Plimer é leitura recomendada a todos os que se interessam pelos aspectos científicos do clima e procuram saber o que há por trás dessa algaravia global, que consome biliões de dólares, faz reuniões pseudocientíficas e nunca chega a resultado algum.
A maior ameaça para a humanidade não é o aquecimento antropogénico. Afinal, a Terra está a arrefecer e aproxima-se dum novo período glacial – isso é comprovado por vários factores, incluindo a inexistência de manchas solares, que desapreceram há quase um ano. O que ameaça a humanidade é a intromissão, na vida das pessoas e das nações, de órgãos sem mandato electivo e de grupos económicos, além da ONU. Querem governar-nos e determinar aos países o que podem fazer, quanto podem crescer e consumir e se podem ser livres e independentes.

Soneto do Amigo





(Aos novos e aos velhos amigos


e aos que se perderam na estrada.

Todos imprescindíveis, sempre lembrados.

Um 2010 com renovações e alegrias.)



Enfim, depois de tanto erro passado


Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.



É bom sentá-lo novamente ao lado

Com os olhos que contem o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.



Um bicho igual à mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com meu próprio engano.



O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...



«Vinicius de Moraes»