terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Declaro-me vivo





Saboreio cada momento, mesmo aqueles que me são adversos, porque me sinto livre, minha amiga.
Antigamente, preocupava-me quando os outros diziam mal de mim. Por vezes, fazia o que queriam e a minha consciência censurava-me.
Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, nem sempre podia ser bem sucedido, porque havia alguém que me impedia.
Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário. A partir desse momento, comecei a ser como sou.
A árvore anciã ensinou-me que somos todos iguais. Sou o guerreiro; a minha espada é a amizade, o meu escudo o humor, o meu espaço a coerência, o meu texto a liberdade.
Perdoem-me os deuses se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação que tem embutida a inocência.
É possível que tenhamos de ser apenas humanos…
Sem amizade nada tem sentido; sem amizade estamos perdidos, corremos de novo o risco de estarmos a caminhar de costas para a luz.
Por essa razão, minha amiga, é muito importante que apenas a amizade inspire as nossas acções. E por mim, tudo bem!
Anseio que descubra, minha amiga, a mensagem por trás das palavras; não sou sábio algum, sou apenas um ser apaixonado pela vida, pela vida dos mais pobres e doentes.
A melhor forma de despertar é deixar de questionar se as nossas acções incomodam aqueles que dormem à nossa volta.
A chegada não importa. O caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos de correr para lugar algum, apenas dar cada passo com total consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada ou ninguém pode desequilibrar-nos. Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores que nós, está garantido o desequilíbrio.
É possível que sejamos apenas água a fluir; o caminho terá de ser feito por nós.
Porém, minha amiga, não permita que o leito escravize o rio, ou então, em vez dum caminho, terá uma prisão.
Adoro a minha loucura, que me vacina contra a estupidez. Adoro o amor, que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações.
As pessoas estão tão acostumadas à infelicidade, que a sensação contrária lhes parece estranha. As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontãnea as incomoda, e a amizade inspira-lhes desconfiança.
A vida é um cântico á beleza, uma chamada á transparência.
Peço-lhe perdão, minha amiga, mas declaro-me vivo!

domingo, 20 de dezembro de 2009

É imoral; mas somos amigos…



Apareceu de novo na imprensa mundial o senhor Moammar Kadafi. Acaso terá inveja a Berlusconi?



Entre ambos existem apreciáveis diferenças, claro, apesar de partilharem os mesmos gostos por determinadas raparigas.



O que acontece é que Kadafi foi amistosamente convidado para um cenário político europeu, como se essa personagem da Líbia não tivesse sido o autor dum golpe de estado em 1969 e não se tivesse erigido, sucessivamente, em comandante chefe das forças Armadas líbias, primeiro-ministro, ministro da Defesa e presidente do Conselho Revolucionário. Ou seja, tem uma trajectória ditatorial de quarenta anos.


Esse senhor é saudado pelos políticos democráticos europeus. Não é caso único; há outros governantes em África, absolutamente inapresentáveis, com os quais se decidiu ter e manter relações normais de cordialidade. Direitas e esquerdas. Antes e agora.




Montaram-se muitas instituições na europa que quiseram justificar-se por uma acção positiva a favor de países pobres, mas passam os anos – muitos anos – e muitos deses países não só continuam a ser pobres, senão que os que os que ocupam o poder são cada vez mais ricos.


Se na própria Europa há uma notabilísima corrrupção – visível ou invisível – como pode pensar-se em purificar um país longínquo?

Atenção: longínquo desde o ponto de vista físico, mas muito irmanado por interesses repartidos.




Escandalizamo-nos com Berlusconi, que é um descarado que abusa do poder. As suas disposições autoritárias são espectaculares. É lamentável que alguns o vejam como um indivíduo pitoresco e não como um perigoso infractor do que antanho se chamava moralidade.


Todos estamos ao corrente dos casos de corrupção e, certamente que pensamos que existe uma corrupção oculta.

Como chegamos a esta situação? Como se desenvolveu a desconfiança na moralidade económica e política? Como é possível que se façam obras faraónicas em países nos quais o povo pasa fome?

Disse moralidade e não ética ou civismo, que são as palavras que hoje se utilizam. Parecem mais modernas, porque são mais brandas. Talvez tenhamos que recuperar a rotundidade de imoral, a única palavra que, sem dissimular, se aplica aos “costumes, actos e pensamentos humanos que se caracterizam por ser moralmente maus.”

E Montaigne acaba por ter razão. «Se não nos indignamos quando nos apresentam alguém com um corpo contrafeito – escreveu – porque deveríamos irritar-nos quando vemos uma alma deformada?»



sábado, 19 de dezembro de 2009

Édipo e Quimera



Filho de Laio, rei de Tebas, e de Jocasta, um oráculo prevenira Laio de que, se tivesse um filho, este o mataria.


Quando Édipo nasceu, Laio mandou expô-lo no monte Citiron. Encontraram-no uns pastores, que o levaram ao rei de Corinto.




Quando chegou à idade adulta, Édipo consultou um oráculo, que lhe deu o conselho de nunca mais voltar à sua pátria, pois que, o seu destino seria matar seu pai e desposar sua mãe se tal fizesse.


Persuadido que a sua pátria era Corinto, édipo exilou-se, mas quis a sorte que encontrasse Laio no seu caminho. Suscitou-se uma briga entre os dois e Édipo matou Laio.




Por esse tempo, um monstro, a esfinge, devastava os arredores de tebas, devorando os viandantes que não adivinhavam os seus enigmas. Creonte, sucessor de Laio, prometera a mão de Jocasta e o trono a quem livrase o país do monstro.


Édipo adivinhou o enigma da Esfinge, que, furiosa, se atirou ao mar. Por esse motivo, Édipo foi aclamado rei e desposou sua mãe.




Quando estes factos foram revelados por um oráculo, Jocasta suicidou-se, enforcando-se, e édipo, depois de ter arrancado os próprios olhos, partiu de tebas, tendo por guia a filha Antígona.



Chegou a Corinto, na Ática, entrou no bosque das Euménidas, onde desapareceu.


O nome de Édipo passou a designar as pessoas que sabem decifrar enigmas, resolver questões obscuras.




Por seu lado, Quimera, monstro fabuloso, cujo corpo tinha, geralmente, metade de Leão e metade de cabra e cauda de Dragão e de cuja boca saiam chamas.


Belefronte, montado no Pegaso, matou-o.




O nome de Quimera foi dado a animais fantásticos que só tinham de comum com ela a extravagância das fromas: tais são os animais que servem de Gárgulas ou figuram nos capitéis das igrejas da Idade Média.






terça-feira, 15 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Socialismo em Portugal



Em 1871, Antero de Quental definiu “socialismo” como “o protesto dos que sofrem contra a organização social que os faz sofrer. É a reclamação da justiça e da igualdade das relações dos homens; dos homens que a natureza criou livres e iguais e de que a organização social fez com que duas raças inimigas, uma que manda, goza e oprime; outra que obedece, trabalha e sofre; dum lado, senhores, aristocratas, capitalistas; do outro, escravos, servos, proletários!”, dizendo ainda que o socialismo pretende “nivelar”, não todos os indivíduos, mas as condições de desenvolvimento de todos os indivíduos.


O surto de ideais socialistas, naquela data, tem como principal ponto de influência os acontecimentos decorrentes da Comuna de Paris. Tal como hoje, do (des)socialismo tem como principal fonte a (des)comuna de Bruxelas, Londres e Washington; ou seja, o neoliberalismo capitalista e sua globalização.



Já antes, em 1833, Leroux utilizou semelhante definição, em oposição ao individualismo, definindo “socialismo” como a luta dos proletários contra a burguesia; dos que não possuem instrumentos de trabalho contra os que os possuem.


Desde 1848, com efeito, as delegações operárias exigem a abolição da exploração do homem pelo homem, organizando-se, para tanto, em associações operárias ou associações do trabalho.



A Revolução dos Cravos, a exemplo da revolução Francesa, proclama os Direitos do Homem e do cidadão e o povo português saiu à rua festejando junto dos militares, a libertação de meio século de jugo salazarista, também conhecido pela era do meio século de fascismo em Portugal. E os movimentos socialistas e operários, mesmo diferindo entre si por concepções ou princípios, tiveram em comum a rejeição do sistema capitalista e da sociedade de classes profundamente diferenciadas.


As diversas propostas socializantes dos meios de produção e de distribuição da riqueza variaram: o cooperativismo pretende ir substituindo a empresa capitalista por uma organização em que os trabalhadores sejam os consumidores, confundindo o salário e o lucro; o sindicalismo vela pela garantia dos direitos dos trabalhadores na distribuição da riqueza que eles próprios produzem; o municiplaismo pretende reforçar a propriedade pública.

Mas, os reformistas, defendendo a legalidade democrática – o funcionamento regular das instituições, que devem ir sendo modificadas no sentido de favorecerem cada vez mais o bem-estar dos indivíduos. O socialismo deve, tanto numa concepção como na outra, contribuir para criar as condições económicas, sociais e culturais de igualdade de oportunidades que garantam a liberdade e a plena realização de si próprio.

Tudo isto, no entanto, desapreceu e as dissidências não mostram tendência para se atenuarem. De resto, é assim um pouco por todo o mundo, com especial incidência na europa, onde os movimentos operários e socialistas são cada vez mais raros, dando lugar a cada vez mais desemprego que só em portugal atingiu mais de 510 mil pessoas, das quais os mais afectados são os homens.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Barack Obama recebeu Nobel da Paz e justificou o uso da força


Barack Obama após receber o Nobel da Paz

Barack Obama já recebeu o Prémio Nobel da Paz, numa cerimónia na câmara municipal de Oslo. No seu discurso, reconheceu as críticas pela escolha do presidente de um país em guerra mas salientou o direito em agir para proteger os Estados Unidos.



Para além da medalha de ouro, o Prémio Nobel da Paz consiste na atribuição de um valor monetário superior a um milhão de dólares, que Barack Obama anunciou que irá doar a actividades de solidariedade.
No seu discurso oficial, o presidente norte-americano defendeu que o uso da força foi algumas vezes justificável, especialmente a nível humanitário e no caso da al-Qaeda, uma vez que as negociações não iriam conseguir por as armas de lado.
Barack Obama apelou à acção contra países que violam as leis internacionais, nomeadamente com sanções com consequências reais, referindo-se ao Irão e Coreia do Norte no âmbito do desenvolvimento de armas nucleares.
E garantiu que os Estados Unidos vão estar sempre ao lado daqueles que lutam pela liberdade no Irão, na Birmânia ou no Zimbabué.
"Somos testemunhas da dignidade pacífica de reformadores como Aung San Suu Kyi (opositora birmanesa), da coragem dos zimbabueanos que depositaram os seus boletins de voto apesar da violência e das centenas de milhares de pessoas que marcharam em silêncio pelas ruas de Teerão".
"Isso diz muito sobre como os dirigentes desses regimes receiam mais as aspirações das suas próprias populações que a potência de qualquer outra nação".
O Comité Nobel Norueguês surpreendeu muita gente, incluindo o próprio laureado, com o anúncio da distinção de Barack Obama a 09 de Outubro, menos de nove meses de ter assumido as funções de presidente dos Estados Unidos.
O Comité justificou a escolha com "os esforços extraordinários (de Obama) para o reforço da diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".

(Jornal de Notícias - 10/12/2009)

De hipocrisias está o mundo cheio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Lição de laicismo



Desta vez não foi o governo a receber ordens ou orientações da hierarquia católica. Agora, o Vaticano, secundado por Sílvio Berlusconi, arremete contra o sempre moderado Tribunal Europeu dos Direitos Humanos de Estrasburgo: proibir a exibição do crucifixo nas salas de aula públicas, vai contra a liberdade religiosa.


Curioso entendimento da sentença de 3 de Novembro passado, em cuja virtude se reconhecem várias populações; o seu direito a não ter que aceitar a visão do dito símbolo na escola pública, frequentada pelas suas crianças.


Pessoalmente, entendo que as escolas poderiam ecibir, em simultaneo, os símbolos de todas as religiões, já que não podem fazer mal a ninguém.








Este Tribunal Europeu baseou-se tanto na legislaçao emanada pelo Conselho da Europa – Convénio dos Direitos Humanos (1950) e protocolo adicional (1952) – como na própria legislação italiana que, superando arcaísmos pouco explicáveis deixou, em 1985, de considerar a religião católica como a oficial do Estado, ao modificar os Pactos de Letrán (1925). A mudança normativa transalpina, foi ratificada pelo Tribunal Constitucional Italiano.


O lógico era, pois, que os sinais de identidade da religião católica – e, por fim, de qualquer outra religião – ou ficavam todos expostos ou eram todos retirados dos locais públicos.


No entanto, como gato de barriga cheia, a combinação entre o pensamento oficial dominante e o Vaticano, tinha deitado por terra, até agora, as pretensões dos que aspiram a viver, também em Itália, num estado laico.

Apesar duma primeira reacção inicial, desde logo furibunda do Governo de Roma, o Vaticano, com muitos quinquénios de experiência, parece ter optado por uma estratégia mais suave, mas nem por isso menos decidida. Algo como a reacção dos sectores mais conservadores em Portugal. Todavia, a sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, lógica para quem conheça a linha de argumentação da corte de Estrasburgo, não parece que vá ser objecto de revisão, nem sequer via recurso e, em minha opinião, tem a sua viabilidade assegurada; outra coisa será o seu grau de cumprimento efectivo em cada Estado membro do Conselho da Europa onde se suscite indêntica questão.



Não cabe manter que deixar de existir o crucifixo – assim como outros símbolos abertamente religiosos – em centros como as escolas públicas e mantidos com fundos públicos, seja um ataque aos direitos individuais de ninguém. Se o é, em troca, e como assinala a sentença, impor a sua existência a quem não professa a religião que simboliza o crucifixo ou ideologicamente são contrários à sua exibição, tal como se fazia e faz.


Passado o anacrónico e anti-democrático nacional-catolicismo, a cuja profusão a sangue e fogo não foi alheia a hierarquia católica, esta não pode continuar a reclamar os privilégios de que se valeu para exercer um poder temporal que, por definição, ao não ser reino deste mundo, lhe é alheio.



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Caro PS




Daqueles doces dias de primaveras intermináveis, como duas crianças entre os muros dum caminho, surgidos nas noites e vivendo perigosamente quando a ti me entregava não importando o lugar… Ah dias aqueles em que desenhava a tua mão fechada, que segurava a força necessária para a construção dum mundo melhor à nossa volta. Ah, tempo aquele, no qual todos enfrentávamos juntos as adversidades, chegando sempre ao fim como vencedores. Tempo em que ao jantar fazíamos encontro dos nossos ideais, como almas gémeas, sob lâmpadas que mostravam luzes aos que te seguiam, procurando entrelaçar as nossas vidas nos nossos dias; momentos de lembranças eternas… Ah, dias aqueles que contigo percorri universos inexplicáveis sem temer a nada, sempre em busca de momentos novos, de inspiração para as nossas vidas, momentos em que a história se fez, como a semente lançada ao relento que encontra o seio da terra e germina, tornando-se árvore frondosa e impossível de derrubar, oferecendo às gentes incrédulas a sombra necessária de aconchego e esperança.
Belos tempos aqueles em que fazíamos dos nossos actos exemplo aos corações que pulavam de emoção a cada encontro novo… magia aquela que a cada noite oferecia mais tempo para pensar.
Afinal, agora, em solidão, lembro-me que nalgum lugar do passado te perdi ou me perdeste. Se controlasse o tempo, vestir-me-ia de lua solitária e postava-me na tua frente, no teu mundo novo, para poder, da tua silhueta, que é quase o que te resta, fazer a minha visão mágica dum futuro perdido…
Lembrar-te-ás que te falei de duas crianças entre os muros dum caminho, que viviam perigosamente. Pois é. Mas hoje, onde vais tu encontrá-las de novo? Consegues? Terei sido eu a fugir desse caminho? Não, meu amigo. Estou ainda nele e dele não saio. Nunca abandonarei a minha rota e segui-la-ei até que a morte me bata á porta. Seguirei os passos que, naqueles doces dias de primavera interminável a ti me entregava não importando o lugar.
Hoje, meu amigo, escrevo-te com a esperança estampada no coração, porque já não és aquela criança de quem fui amigo e ainda sou. Embora, como cresceste, preferiste esquecer-te. Mas hoje, como dizia, preferes-te com os grandes. Tu também és grande, mas queres ser maior que tu próprio. E eu? Quem sou? Um simples amigo que preferiste, como a tantos outros, esquecer. Rebusca na tua memória e podes ver que nunca te pedi nada para mim. Isso não seria próprio dum amigo; mas, se rebuscares bem, talvez possas recordar-te daqueles tempos de Paris, por exemplo. Nunca pedi nada dando sempre o mais que pude. Bons tempos, que passaram e jamais voltarão. Como eu? Oh, muitos que também nada te pediram, dando tanto.
Olha! Já agora, sê feliz. E para ganhares um belo Ano Novo, sobretudo da cor da paz social, novo nas sementes do vir a ser, novo no coração das coisas menos percebidas, novo, espontâneo, não precisas de expedir nenhuma mensagem nem fazer uma lista de boas intenções, para depois a arquivares no fundo duma gaveta. Como não precisas de chorar arrependido nem por decreto de esperança, dizendo que a partir de Janeiro as coisas mudam. Só espero que tudo seja claridade e recompensa e justiça entre os homens e haja liberdade com cheiro e gosto ao pão matinal, direitos respeitados, começando pelo augusto de viver. Para ganhares um Novo Ano, meu caro, tens de o merecer, porque é dentro de ti que ele, Ano Novo, dormita e espera desde sempre.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cada um tem o que merece?


Diz a sábia voz do povo que cada um tem exactamente o que merece. E cada um é responsável pelo que mereceu. O povo não suporta a falsidade e a mentira, a verdade pode ser ofensiva, mas é sempre mais digna.



“Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo. Podeis mesmo enganar algumas pessoas o tempo todo, mas não vos será possível enganar sempre toda a gente”.


Segundo Confúcio; “o maior prazer dum homem inteligente é fazer-se de idiota face ao idiota que quer passar por inteligente.”

Um cobarde é incapaz de demonstrar amizade, porque isso é privilégio dos corajosos.



Segundo Einstein, “se A é o sucesso, entao A é igual a X+Y+Z. O trabalho é X; Y é o lazer e Z é manter a boca fechada.”


O que tem valor não é o quanto se vive… mas como se vive!



Para Aristóteles, “felicidade é ter algo que fazer, algo a dedicar-se, algo a esperar…”



Madre Teresa de Calcutá disse: “não ames pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ames por admiração, pois um dia sofres uma decepção; ama apenas, pois o tempo pode acabar com um amor sem explicação.”


O que importa na vida não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim teremos que colher.




Para Sócrates, o grego, “se todos os nossos infortúnios fossem colocados em conjunto e, posteriormente repartidos em partes iguais por cada um de nós, ficaríamos muito mais felizes se pudessemos ter apenas, de novo, só os nossos.”



“O valor das coisas não está no tempo que duram, mas na intenidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”, segundo Fernando Pessoa.


Para o Dalai Lama, “só existem dois dias do ano em que nada pode ser feito. Um, chama-se ontem e o outro, amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para acreditar, fazer e principalmente viver.”


Não fazemos amigos. Reconhecêmo-los. Por mais longa que seja a etapa, o mais importante é dar o primeiro passo.




Não nos acostumemos com o que não nos faz felizes; revoltemo-nos queando julgarmos necessário, alagando o coração de esperanças, não deixando que se afogue nelas Se considerarmos necessário voltar, voltemos! Se percebermos que precisamos de seguir, continuemos! Se estivermos errados, recomecemos. Se tudo estiver certo, continuemos! Se sentirmos saudades, matêmo-las! Se perdermos alguém, não nos percamos! Se o encontrarmos, seguremo-lo! (Fernando Pessoa)

Quando leio e ouço o que pensam os nossos «especialistas» em economia, finanças e sobretudo nos bolsos dos portugueses, em relação a aumentos salariais, eles, que falam de barriga cheia, deveriam parar para reflectir depois de feita a digestão. Olhar e ouvir o grande povo e não armar-se em «sabões» e sobretudo únicos donos da verdade e da sabedoria. Porque, afinal, nem foram eles, os do povo, os causadores da regressada “crise” económica.


É que quando se fala de aumentos seja para quem for e especialmente para a Função Pública, é como quem fala do milhões de demónios que infestam o planeta, o universo.