
Os vírus gripais são transmitidos de pessoa para pessoa, através de gotículas de muco expelidas pelos portadores, o que faz com que se propaguem rapidamente, podendo chegar a afectar 28% duma população, dependendo da sua resistência ao agente etiológico específico. Específico!
Existem, como se sabe, três tipos de vírus e de gripes: A, B e C, sendo este último o mais benígno. Os anticorpos produzidos pelo organismo são incapazes de combater os desenvolvidos por mutação.
Os primeiros sintomas aparecem um ou dois dias depois da infecção das vias respiratórias: febre alta e súbita, garganta inflamada, cefaleia aguda, dores musculares e cansaço. O diagnóstico correcto depende de análises do sangue testado com anticorpos contra o vírus da gripe, e de material retirado da garganta.
Deve ter-se em conta que a gripe intestinal, processo inflamatório dos intestinos, muito comum em determinadas estações do ano. A inflamação dos intestinos é provocada por vírus e afecta principalmente o estômago e o intestino delgado; nalguns casos, são afectados apenas alguns órgãos, como o estômago, o fígado, o íleo ou o intestino grosso. Os sintomas desta afecção são: dor abdominal, caimbras, vómitos e diarreia, febre, sonolência, cansaço e falta de apetite.
Há tempos que em Portugal se fala da gripe A, da venda de Tamiflu e agora, duma vacina própria para o H1N1, que começou por ser gripe suina mexicana, passando depois, por determinação da OMS a designar-se por Gripe A-H1N1, atribuindo-se muitas mortes a esse vírus, pretenso único causador, talvez em obediência a uma propaganda orquestrada nesse sentido para a venda daquele medicamento.
Depois duma ampla propaganda nos órgãos de informação, nomeada e particularmente a Internet e a televisão, alguns jornais como é óbvio, com relatos de mortes aqui e acolá, tendo em vista – muito possivelmente – levar a OMS a declarar uma situação de pandemia.
Foi-nos dito há dias, logo desmentido no dia seguinte, que aconteceu um cso de morte por gripe A no Hospital de Santo António, dum emigrante em Lyon e natural de Vieiera do Minho, que havia sido transplantado dum rim há 14 anos e que sofria de insufici~encia renal. Os problemas renais provocam, em muitos casos assepticémias graves para as quais dificilmente há cura. Mas aquele doente sofria também dos intestinos. Subitamente surgiu uma nova morte, desta vez no Curry Cabral, em Lisboa, afirmando as autoridades sanitárias que desta vez sim, a morte se devia á gripe A. Tratava-se dum candidato do CDS à Câmara de Ourém e, curiosamente, também apresentava problemas renais e uma pneumonia, estava internado naquele hospital desde o dia 25 de Agosto e, enquanto o do Santo António havia morrido “com” gripe A, não tinha morrido “de” gripe A. Mas este, do Curry Cabral, afirma-se, morreu mesmo de gripe A, tudo num momento em que se anunciam duas vacinas para esta estirpe de gripe, Focetria (Novartis) e Pandemrix (GlaxoSmithKline) que, por sua vez podem dar origem a sintomas em tudo similares aos sentidos com a síndrome Guillian-Barré, sabendo-se que não foram devidamente testadas e que se pretende fazer dos portugueses uma espécie de cobaias.
Por outro lado, o vírus H1N1 é o da Influenza humana, devendo as autoridades responsáveis pela Saúde ser mais moderadas nas suas afirmações. O vírus da Influenza só pode conduzir à morte se houver outras complicações que, no fundo, são as suas causadoras. Da morte.

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