sábado, 28 de novembro de 2009

Uma história de Pinóquio

Estava uma tarde fria de Dezembro quando mestre Gepeto, que ignorava a existência dum pedaço de pau falante, chega á mansarda onde vivia na cidade de Génova, corria o ano de 1881.

Tinha por vizinho mestre Cereja, um carpinteiro de mau feitio e que gostava de beber uns copos, para aquecer, como dizia.

Por causa da cor castanha do seu cabelo (peruca), chamavam a Gepeto o Polentinha.



Na sua mansarda, Gepeto, naquela tarde, dá início à que viria a ser a sua obra mestra, que se tornou mundialmente conhecida por Pinóquio, um boneco de madeira pintada.


“Quero dar-lhe um nome, porque lhe dará sorte. Conheci uma família inteira de Pinóquios: era o Pinóquio pai, Pinóquia mãe, Pinóquios filhos. O mais rico deles pedia esmola.”



À medida que trabalhava o pedaço de pau, este reagia: os olhos piscavam, mal feita a boca ganhou língua… Feitas as pernas, o Pinóquio foge a correr pela rua.




Gepeto corre atrás dele, com as forças que lhe permitem a avançada idade, e quando o agarrou, Pinóquio arma tamanho escândalo, que Gepeto é preso.


Pinóquio volta para casa sozinho e um grilo falante dá-lhe conselhos. Pouco tolerante a tais “mexericos”, Pinóquio atira-lhe com um martelo, esmagando-lhe a cabeça.

Começou a sentir fome. Encontra um ovo e, ao partir a casca para o fritar, sai um pintainho que ganha o mundo, feliz da vida.

Faminto, Pinóquio foi para a rua pedir comida, e recebe com um balde de água em cima.

Como era Inverno, regressa à mansarda e acende a lareira, para secar as roupas e aquecer-se, adormecendo. Nem sentiu que o fogo lhe queimou os pés. Acorda com a voz de Gepeto a chamá-lo do lado de fora da porta.




O bem velho mestre Gepeto pede ao que considerava “filho”, que lhe abra a porta, mas Pinóquio inventa uma história sobre os seus pés. Doiam-lhe tanto que nem poderia pô-los no chão, porque tinham sido meio comidos por um gato, quando os tinha queimado na lareira. E foi então que, pela primeira vez, reparou que o seu nariz tinha crescido muito. Durante a noite, uma fada má lançou-lhe um feitiço que consistia em que a cada mentira que dissesse, o seu nariz aumentaria substancialmente de volume e ficaria vermelho.


Pinóquio não parou de mentir e de ver o seu nariz crescer. Durante a noite, enquanto dormia, o nariz voltava ao seu tamanho normal, mas durante o dia, sempre que falava lá crescia de novo e cada vez mais.


Um dia também acordou com orelhas de burro. No entanto, o seu nariz era o pior, pois até lhe tirava a visão, obrigando-o a abanar a cabeça ora para a direita ora para a esquerda, para cima e para baixo, só para poder ver o que se passava à sua volta.


Um dia, o velho Gepeto adoeceu gravemente. Tinha febre, diarreia e vómitos e sentia-se prestes a desfalecer. Naquele tempo os médicos eram caros e o velho não tinha posses para chamar algum deles. Assim o velho Gepeto morreu. Então, deu-se o “milagre”. Pinóquio transformou-se em ser humano, de carne e osso, como todos os seres humanos. Mas não perdeu o vício de mentir. Via o seu nariz crescer sempre que o fazia, porque a maldição da fada má era permanete.

E lá andava ele pelas ruas de Gènova, dizendo a toda a gente como era engraçado, quando não passava dum boneco de pau, mostrando muita satisfação por se ter tornado num rapaz. E quando lhe perguntavam o que queria ser quando fosse adulto, não hesitava em afirmar: “Quero ser engenheiro.”


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