domingo, 13 de setembro de 2009

Censos

Sob a designação genérica de censos referia-se, de facto, a um conjunto de operaçoes de contagem da população com características e objectivos muito variados.
Nos dias de hoje, embora devendo fazer-se no seio dos partidos políticos existentes, não são feitos e as pessoas saltitam de um para outro consoante as promessas recebidas e os interesses pessoais, em detrimento do colectivo.
O conhecimento do número de homens é uma necesidde que caracteriza as estruturas estatais poderosas, por via da regra com objectivos fiscais ou militares.
São os casos, percursores da China ou do Império Romano nos alvores da era de Cristo e, muitos séculos mais tarde, das cidades-estado itaianas, Veneza, Milão e Florença.
É no século XIV que se tornam frequentes na europa, as tentativas de recensear os contribun«intes (ah, o belo dinheirinho para aqueles bolsos contadores) ou os homens em idade de integrar o exército não fosse dar-se o caso de se tornar necessário o seu recrutamento para defenderem os interesses próprios dos grandes senhores.
A unidade de contagem é geralmente, por esse facto o chefe de família ou o “fogo”.
A progressiva consolidação dos Estados absolutos, com o avanço tentacular (já então os polvos atacavam) das máquinas administrativas, e a capacidade acrescida da Igreja Católica para controlar individualmente os fiéis, constituiram as condições fundamentais paraa generalização, durante o século XVI, dos censos que incluem não apenas fogos mas também almas (pessoas maiores de sete anos).
É apenas em 1864 que se produz o primeiro censo da população inteiramente cib«vil, quando as recomendações do Congresso Internacional de Estatística (Bruxelas 1853). (Já Bruxelas).
Pela primeira vez se utilizou o método de inquirição “nominal e simultâneo” de toda a população e se publicam informações desagregadas ao nível da freguesia, com identificações detalhadas sobre as idades.
A partir de então iniciaram-se os censos decenais, ainda que com irregularidades.
Fenómenos como a emigração clandestina intensiva nos anos 60 e o regresso de cidadãos portugueses das ex-colónias influenciaram negativamente a qualidade dos últimos recenseamentos entre 1970 e 1881.
Hoje há mortos que constam dos cadernos eleitorais (abençoadas novas tecnologias) ou pessoas inscritas em mais que um, proporcionando a promiscuidade no acto de votar.
É necessário rever todo o sistema que está adequado às necesidades dos grandes senhores e dos grandes partidos políticos.
J C Menezes

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