Nos tempos em que Portugal não passava duma espécie de vilarejo europeu, em que havia ainda, como hoje só que doutra forma, verdadeiras florestas ou selvas, ali, naquela aldeia, apareceu um homem que anunciou que compraria macacos a cinquenta escudos cada. Os aldeões, sabendo que havia muitos macacos na região, foram para a floresta e iniciaram a caça aos macacos.
O homem comprou centenas de macacos a cinquenta escudos e então, os aldeões aligeiraram o seu esforço na caça. O homem, ao ver a atitude das pessoas, anunciou que doravante pagaria a cem escudos cada macaco e logo os aldeões renovaram os seus esforços, indo novamente à caça.
Os macacos começaram a rarear cada vez mais e os aldeões foram desistindo da procura. A oferta aumentou para duzentos escudos e a quantidade de macacos ficou tão dimnuta que já não havia qualquer interesse na caça.
O homem reuniu os aldeões e disse-lhes que a partir de agora compraria cada macaco a quinhentos escudos. Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria o seu assistente a tratar da compra dos macacos.
Na ausência do homem, o assistente disse aos aldeões:
«Peguem em todos estes os macacos na jaula que o homem comprou. Eu vendo-os a vocês por duzentos e cinquenta escudos e quando o homem chegar da grande cidade, vocês vendem-lhos a quinhentos cada.»
Os aldeões, espertos, pegaram nas suas economias e compraram todos os macacos ao assistente. E, a partir desse dia, nunca mais viram o homem ou o seu assistente e só havia macacos por todos os lados.
Agora, substituamos os macacos por políticos, floresta de corruptos, assistente por investidores que conseguiram entrar em certos negócios e aldeões por nós.
Esta história de macacos explica o funcionamento de muitos no actual contexto e sobretudo na crise política nacional e internacional.
sábado, 19 de setembro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário