Torna-se cada vez mais triste viver em Portugal, onde já nem o fado é fado, onde a Justiça se contradiz e permite, depois, a candidatura de quem não devia poder candidatar-se, onde voltam suspeitos em plena impunidade – de darem sumisso a uma filha de quatro anos; onde se fala muito e cada vez mais de futebol – e seus casos – onde se continua a “adorar” o computador “Magalhães” – verdadeiro salvador da pátria – mas onde, e até que enfim, se erradicou o balde higiénico das prisões.
Onde um presidente amante de tabus demite um assessor sem mais explicações, onde há protestos diariamente, a condizer com os despedimentos, onde se fala da gripe A como a causadora de muitas mortes – em Portugal a primeira e também até que enfim…
Onde os políticos se insultam e acusam em vez de apresentarem soluções novas para o velho Portugal e portugueses, onde alguém diz “já só faltam quatro mil votos” para ser eleito…
Onde se vai comendo caldo de nabos – num país de nabões e de nabeiros – onde os empresários não pagam os salários aos trabalhadores…
Onde a Justiça aviltada sai “prestigiada”, onde é cada vez mais necessário um regresso ao civismo!
Onde os professores são constantemente “apedrejados” e se conduz sem carta ou seguro, onde a alta e cara joalharia continua de vento em popa nas vendas “apesar da crise”
Sobre quem Bruxelas teme que o TGV não avance
Onde se perdem ou esbanjam setenta milhões de euros para a Agricultura…
Onde a Censura abunda e avança, haja alguém que diga, com toda a clareza – de que os políticos falam refugiados no obscurantismo em que o país vive…
E transparência não opaca como de costume…
Onde a pobreza é a cada dia que passa mais gritante e se gastam milhões em campanhas que nada esclarecem…
Que poderá travar essa lágrima que teima em rolar pela face do português?
Portugal triste, acabrunhado, mísero e esfomeado, não pode evoluir pois só sabe gritar nos estádios quando deveria sair à rua e mostrar o seu descontentamento e todo o repúdio por tudo quanto se passa consigo.
Vamos permitir que a alegria nacional seja abafada pela tristeza?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
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