terça-feira, 29 de setembro de 2009

Maria João Avillez lança novas suspeitas


No mesmo dia em que Cavaco Silva afastou Fernando Lima da Presidência da República, Maria João Avillez lançou na segunda- feira à noite novas suspeitas no caso das alegadas escutas em Belém.

No mesmo dia em que Cavaco Silva afastou Fernando Lima da Presidência da República, Maria João Avillez lançou na segunda- feira à noite novas suspeitas no caso das alegadas escutas em Belém. No "Jornal das Nove" da SIC Notícias, a jornalista – que é amiga pessoal do Presidente da República há mais de 20 anos – assegurou que o agora ex-assessor para a comunicação social de Cavaco não terá sido o único elemento da Casa Civil a falar aos jornalistas do "Público".


Em entrevista a Mário Crespo, Maria João Avillez assegurou que teve conhecimento de que um outro elemento da Presidência daRepública terá "reflectido em voz alta" com jornalistas do "Público" sobre as acusações de deputados do PS de que o programa eleitoral do PSD contava com a ajuda de assessores de Cavaco Silva.

"Sei que em Agosto deste ano, uma outra fonte que não é o Fernando Lima – mas que pertence à Casa Civil – manifestou a sua perplexidade face a quatro deputados do PS (Vitalino Canas, VítorRamalho, Francisco Assis e José Junqueiro) terem dito que gente da Casa Civil estava a colaborar no programa do PSD", referiu Maria João Avillez, sublinhando, contudo, que "esta outra fonte nunca referiu a palavra escuta".

Segundo afirmou a jornalista a Mário Crespo, perante estas acusações, esta fonte "reflectiu em voz alta com alguém do 'Público', questionando 'como é que eles sabem? vêem através das paredes?'", revelou, frisando que a reflexão não terá sido formulada "nestas palavras exactas".

Falou mas não diz mais nada

Contactada pelo 24horas, Maria João Avillez escusou-se a adiantar mais pormenores acerca deste episódio, frisando que "já disse tudo o que tinha a dizer sobre o caso".

A jornalista sublinhou ainda que "ninguém pode dizer mais nada sobre o caso enquanto o Presidente não se pronunciar sobre o caso", remetendo assim para as declarações de Cavaco Silva em que o Presidente referiu que iria analisar o caso apenas depois das eleições do próximo dia 27 de Setembro.

Tendo em conta os novos elementos apresentados por Maria João Avillez, o 24horas tentou ainda obter um comentário do director do "Público" a estas declarações.

Contudo, e apesar de ter sido contactado telefonicamente e por e-mail, José Manuel Fernandes não deu qualquer resposta às questões colocadas pelo nosso jornal.



(24 Horas – 29/9/2009)

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