quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A mesa nacional

Não se trata apenas dum móvel de madeira, pedra ou metal, sustentado por uns pés ou pernas, ou pé de galo, mas dum móvel sobre o qual se dispõem papéis e objectos, objectivos que devem servir de “refeição” a alguns «poucos muitos» senhores e senhoras deste pobre país.


É também o conjunto de presidente e secretários duma assembleia, dum juri, etc..

A “mesa” é também a quantia ou bolo que se põe na mesa, para ser recolhida pelo jogador que ganha.

Por vezes, a mesa é também uma verdadeira comédia onde alguns representam a faarsa da distribuiçãoda riqueza proporcionada pelo trabalho de muitos arrecadada por alguns que geralmente a distribuem entre si, lançando á maioria uns “pós” somente, recebendo o nome de salários.

Não se tratando de cirurgia, a mesa nacional destina-se por vezes a colocar os “doentes” na melhor posição para poderem operar livremente.

A mesa-de rendas, por exemplo, é conhecida por repartição fiscal geralmente destinada á cobrança de direitos de exportação.

A mesa-de-cabeceira, ao contrário, é um pequeno móvel em forma de armário que se coloca junto da cama e que serve para guardar e ter sobre ela os objectos necessários…

Galo: do latim gallu, pertence a um género de aves galinaceas, de crista carnuda e asas curtas e largas.

Lorde Byron chamou ao galo o clarim da madrugada.

Serve de catavento no cimo de alguns campanários. Tem por missão manter a ordem na capoeira, ao mesmo tempo que satisfaz as galinhas. E, «onde há galo não canta galinha», pois a autoridade do “lar” pertence ao marido, ao macho.

O termo «cantar de galo» equivale a provocar ou bravatear.

Por vezes aparecem galinhas a pretender cantar de galo, mas limitam-se a cacarejar.

Sacrificar um galo a Esculápio. Sócrates, o grego, prestes a morrer, dizia a seu amigo Críton: «Não esqueças que devemos sacrificar um galo a Esculápio». Evocavam-se estas palavras para aconselhar a fazer algum sacrifício a um preconceito, alguma concessão a uma maneira de ver de que se não participa, com que não se concorda.

Angelo Sousa Gomes

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