“Os irlandeses tiveram a última oportunidade de dizer alguma coisa. Fizeram-mo. Mas é evidente que o disseram pela última vez, já que não haverá mais referendos na Europa”, afirmou Klaus.
Por seu lado, o primeiro-ministro checo, Jan Fischer saudou, no sábado em Praga, o “sim” irlandês, como uma «boa nova para os cidadãos de todos os países da União Europeia.” “Estou persuadido de que a ratificação será em breve terminada com sucesso também na República Checa”, disse em comunicado.
O Tratado de Lisboa, feito na Alemanha, deve ser ratificado pelso 27 países para entrer em vigôr. Dois países, Polónia e República Checa não ratificaram ainda o documento. O presidente polaco, Lech Kaczynski disse publicamente que assinaria o tratado “logo após” a vitória do sim da Irlanda. Em Praga, só Vaclav Klaus persiste em bloquear o processo, após a aprovação do tratado pelo Parlamento checo.
Porquê punir os checos? Não elegeram Klaus. E não se revêm nas elucubrações desse personagem ao mesmo tempo ultraliberal e relacionado com os Serviços Secretos Checoslovacos mais ambíguos na época da União Soviética.
Ideologicamente, defendo a democracia. Ora, a França e a Holanda disseram “não” em referendo. O mesmo aconteceu com a Irlanda e obrigaram as pessoas a voltar a votar para conseguirem um resultado que “lhes” agradasse. Do mesmo modo se pretende fazer pressão sobre Klaus para “evitar” um referendo na Grã-Bretanha.
Não sei, mas tenho a impressão de que alguém tem ganho a fazer batota…
Tudo é falso: os espanhóis, com uma taxa de abstenção recorde, disseram sim num referendo consultivo e, se o não vencesse, não podiam ter em conta o resultado do referendo.
Em Portugal foi tudo decidido pelos políticos e chegamos ao realmente importante:
«A Europa far-se-á sem os Povos, sob o domínio da OTAN e dos Estados Unidos; são eles que desenham a europa. Quem pode hoje dizer quais serão as suas fronteiras?»
Quanto àqueles que querem “excluir” os ingleses, sob pretexto de fazer uma europa social amanhã!!!!, coloco-me a seguinte questão: saber se chegaram a ler o Tratado; a europa não tem competências em matéria social e fiscal. Os Estados mantêm-se mestres na matéria.
Vejam-se hoje os agicultores portugueses, e não só os portugueses. Se continuarem a aplicar as regras em matéria de produção agrícola, ditadas por Bruxelas, amanhã não seremos, já não somos, auto-suficientes. Nem a França…
Sabem.., e isto apesar das subvenções europeias (pagas pelo exagerado IVA), que somos um contribuinte idiota? (damos mais que o que recebemos!)
Por preocupação de transparência, tentem ver os números.
Bom! O combóio está quase sobre os trilhos e a procissão ainda não saiu do adro. Muita gente a bordo; não há outro meio de transporte. Mas onde vai ele?
Há agulheiros? Vamos gerar a crise, a gestão de recursos naturais e humanos á moda de Reagan, Bush ou Tatcher?
Não se ve mais nada que “liberalismo”, esbanjamento e corrupção. Menos humanismo e respeito pelo ambiente.
Não é nada do que se esperava da europa. Não é nada do que se esperava das pessoas, não é nada do que se esperava da honestidade humana; o que se passeia um, sem outra ideologia que a certeza de que na natureza do homem são os bens que valem a pena, que estas duas preocupações que me levam a ser cada vez mais independente e incrédulo.
Se alguém tinha qualquer réstia de esperança, obrigado por me fazer parte, tenho necessidade.
Rogo a todos os deuses, todos os dias, para que os britânicos organizem um referendo, votem “não” e que, enfim, fiquemos livres.
Peço também que Barroso e muitos outros deidam emigrar definitivamente para os Estados Unidos e vão servir de capacho, eles, a Obama e nos deixem em paz.
Gostaria muito que um dia, há muitas pessoas que compreendem que o facto de tratar Kaczynski de eurófobo releva encantamento, em defeito do conhecimento dos problemas reais dos novos entrados na U.E. e que isso não serve de nada senão para baralhar a compreensão dos problemas da união saída do desmantelamento da cortina de ferro, pois há-os muito sérios:
- Problemas nas relações da União europeia com a OTAN, o que quer também dizer que quando se fala da defesa europeia, se esquecem que os projectos que existem actualmente nunca concerniram a defesa do território da U.E.. Para a Polónia, era pôr o carro á frente dos bois. Podemos esperar que isso irá, doravante, com o regresso da frança ao comando integrado da OTAN, mas quando Kaczynski anunciou que reservava a sua assinatura para mais tarde, a França não tinha reintegrado a OTAN.
- Problemas de segurança energética para os países que são dependentes em 95% do petróleo e do gás russo. A este propósito assinalo que o problema do aprovisionamento da Polónia em gás saído da crise ucraniana de janeiro 2009, ainda não está resolvido, porque a Gazprom aumenta as suas exigências em matéria de conteúdo do contrato de exigências que a Rússia não tem em relação à Alemanha ou á França. Pois, as negociações
Esbarraram em Julho, quando a Gazprom tirou das exigências de preço do trânsito do tipo dos que foram impostos à Ucrânia nos fins de janeiro. Ora, quando Kaczynski anunciou que reservava a sua assinatura para o final do problema irlandês, não existia nenhum projecto de organização europeia em matéria de segurança energética. De momento, há projectos, o que vale mais que nada, mas isso não quer dizer que estamos organizados para suportar uma nova chantagem da Gazprom, que acontecerá nos próximos tempos no interior da União europeia, do género da que foi feita fora dela em Janeiro deste ano.
- Problema do Euro: está demonstrado que a Polónia faz, honrosamente face á crise económica porque não está na zona euro. Se a U. E decide exigir a entrada da Polónia na moeda europeia já, isso poderia causar, além da grande diferença do nível de vida entre aquele país e alguns países ocidentais, que se mantém assimilar, o regresso a níveis de 20% de desemprego, como era o caso antes de 2004 e uma dívida nacional á italiana.
Vejo que se os dirigentes políticos da U. E. começam a compreender a mensagem, os jornalistas continuam a fazer encantamentos do género: “Eurófobo! Eurófobo! O Vilão!,”, esquecendo que foi Kaczynski quem negociou as condições particulares para a Polónia no interior do Tratado de Lisboa, made in Germany, essa catástrofe para os povos.
Estamos muito longe duma união europeia. Quando um povo, consultado através dum referendo responde “não”, e lhe retiram a sopa até que a resposta seja “sim”, tal como na Dinamarca, a Irlanda.
Quanto à Grã-Bretanha e a Suécia, têm uma concepção limitada do seu acordo, já que, apesar do texto apresentado, de constituição ao referendo, onde estava estipulado: «A MOEDA DA EUROPA É O EURO» (é verificável). Não se vê que a participação é de geometria variável.
Questão iconoclasta: Quando num Estado, que teria dito “sim”, o povo se apercebe que não está de acordo, pode-se pedir-lhe para ser consultado de novo?
Agora, o vendido Blair. Quer tornar-se no primeiro presidente (monárquico) do monstro em que se tornou a Europa. Porquê e para quê?
Com ele como presidente do aborto monstruoso, os americanos ganham ainda mais força para continuarem a pisar o mundo.

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