terça-feira, 20 de outubro de 2009

O social-liberalismo





Conduz a esquerda ao desastre. No passado domingo, dia 11, pôde continuar-se a ver a queda: o social-liberalismo malç disfarçado sob um neoliberalismo vergonhoso, saiu derrotado em Portugal, mas não só, em eleições autárquicas, numa demonstração da via pela qual o social-liberalismo conduz a esquerda nacional e europeia.



Os sociais-liberais portugueses perderam 9,5% para chegarem aos 36,5% dos votos, quando o Bloco de Esquerda, formado por sindicalistas e militantes políticos saídos do PS, do PCP e doutros partidos de menor dimensão, conseguiu 9,85% e a coligação CDU conseguiu 7,88%.




Apesar de tudo, há uma maioria de esquerda, mas as primeiras declarações dos sociais-liberais parecem ir para um governo minoritário do PS face à direita (formada pelos social-democratas, que conseguiram 29,9% e dos conservadores do CDS com 10,4%, que tanto jogam à direita como à esquerda… Um verdadeiro delírio para o CDS, pois uma vez mais roubou votos ao PSD.



O PS, em profundo recuo e recusando a aliança das esquerdas, mantem-se teimosa e talvez orgulhosamente só, embora se preveja que na formação do governo inclua figuras ligadas ao CDS.



Vá-se lá compreender certas ideias ou ideologias, uma vez que é urgente tomar medidas que acelerem a manutenção do mundo e do corpo eleitoral de esquerda.


É preciso retirar ensinamentos quer dos resultados de 27 de Setembro quer de 11 de Outubro.
 


A submissão dos partidos socialistas e sociais-democratas europeus ao neoliberalismo é condenada pelo povo e queima a esquerda. O início do processo de derrocada do social-liberalismo aproveita principalmente à esquerda de transformação social, mas também à extrema-direita e à direita neoliberal. Quanto à esquerda de transformação social, está dividida quando está mais confusa e se confunde mais com a direita, está numa embuscada. Quando está unida, raro em Portugal, faz bons resultados.


A esquerda de transformação social progride quando se apoia em grande parte nas camadas populares – trabalhadores, empregados, operários – que representam em Portugal a maioria. Este ponto é uma advertência para a esquerda de transformação social em Portugal, onde vimos o crescimento do fosso entre as camadas populares e a esquerda de transformação social.

Para todos os que pensem tratar-se duma ligação dialéctica entre as lutas sociais e as eleitorais que podemos construir o caminho do futuro, convém não diabolizar os partidos socialista e social-lberal, uma vez que se não deve regressar ao período “casse contra classe”, dando ordem aos partidos comunistas no mundo de terem como principais adversários os siocial-democratas. Mas, a primeira condição da aliança de todas as esquerdas é a ruptura do partido socialista e social-democrata com as políticas neoliberais e a aliança com os partidos de direita.






A subida eleitoral da esquerda é um elemento determinante para pesar no partido socialista. É, pois, de primeira importância trabalhar na estratégia de união da esquerda, a fim de estar em posição de poder congregar todos os esforços da esquerda. Para o dizer cruamente, não basta que os partidos de transformação social apoiem as lutas das camadas populares: é preciso que essas camadas em luta sejam partes integrantes da esquerda política de trnsformação social.

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