O mistério, o tabu é em si o “vazio absoluto” existente no interior de quem deles usa e os guarda em si, dando-lhes mais tarde a existência e sustentação para que, a partir desse estado, tudo quanto é criado tenha o seu lugar neste mundo. Possível?
Logo, o mais velho e proeminente, o primeiro na hierarquia do Estado, por ser e trazer em si o vazio absoluto, não devia nunca ter invocado nem oferendado algo que não pode nem deve ser despachado do interior do “templo” de cada um de nós, e firmado no seu interior para que um “culto” possa ter lugar, porque se assim não for feito a sua única presença implica a ausência de todos os outros, já que o seu estado é o do vazio absoluto.
O acto de despachar para fora do seu templo, na noite de terça-feira o algo que tinha dentro de si, fundamenta-se no facto de que, se estivesse presente em si como ele está no vazio absoluto no qual nada mais existe. Então, foi preciso despachá-lo e assentá-lo no exterior do seu próprio templo, para que um outro estado se tivesse estabelecido, permitindo que acontecesse uma tremenda confusão.
Avançando um pouco mais na interpretação das necessidades primordiais para que tudo aquilo pudesse ser exteriorizado por ele, como um vazio absoluto, não havia como sustentar nalguma coisa, eis que, após esse primeiro estado (de ânimo) da sua criação textual, que leu, ele manifestou o seu segundo estado: o do espaço televisivo.
Mas, o vazio absoluto corresponde á ausência de algo e o espaço é a presença dum outro estado. O Sr. presidente preferiu, após mistérios e tabus, manter-se na ausência de algo, no vazio absoluto do espaço infinito.
Na terça a noite, assim se pode dizer face ao seu discurso, entramos na genealogia duma teoria conspirativa a partir de estados da criação da meledicência e malevolência. E aqui abre-se o espaço para o repouso do “guerreiro”, nesse segundo espaço dentro do primeiro, o vazio absoluto, onde foi criada uma base que, a ampliar-se segundo as necessidades do seu criador, que poderia mostrar-nos como estados da criação são verdadeiros vazios absolutos, vazios infinitos.
Porém, que nos levou á conclusão de que o seu discurso é em si o mistério do espaço infinito?
Tudo nos foi revelado pelo modo como lhe foi confiada a função de sair do seu interior e começar a criar o seu mundo e os seres que, nas suas palavras, o habitam…
Como algo só pode ser criado se houver espaço onde possa ser acomodado, e antes de falar só havia vazio absoluto, como saiu do seu estado, que se expandiu conforme foi falando, ao infinito dentro do vazio. O espaço não é maior ou menor que o próprio vazio, porque são estados, mas ambos bem definidos.
Demonstrou que, afinal, não deveria ter levado tanto dossié para o Algarve.





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