
Augusto Santos Silva não acredita neste tipo de candidaturas.
A acusação é feita por Augusto Santos Silva. O ministro dos Assuntos Parlamentares não acredita em candidaturas puramente independentes, pois considera que estão sempre assentes em partidos.
«Não conheço uma (candidatura independente) ao nível dos municípios que não resulte de um ajuste de contas interno com um partido político», afirmou durante um debate em que alertou os partidos políticos para «não se deixarem capturar por projectos pessoais».
«Há em Portugal uma sobrevalorização da ideia de candidaturas independentes quando muitas vezes se trata de candidaturas falsamente independentes», frisou, em declarações à Agência Lusa, citando os exemplos de Ponte de Lima e de Salvaterra de Magos.
«O Bloco de Esquerda vive na ilusão de ter uma câmara municipal, mas passa-se exactamente o contrário: é uma câmara que tem no BE a sua marca. O CDS viu-se obrigado a considerar que o engenheiro Daniel Campelo, afinal, era seu e que, afinal, o CDS tinha a Câmara Municipal de Ponte de Lima, mas é o contrário que na prática sucede», acrescentou.
Na sua opinião, «é preciso combater os fenómenos de canibalização das estruturas partidárias ou de infracção às regras da democracia interna dos partidos, muitas vezes associados a essas candidaturas independentes».
(Portugal Diário – 6/10/2009)
Engana-se totalmente, senhor ministro. A canibalização parte precisamente de quem assim fala, temendo talvez poder ser afectado por alguém independente.
Porque há pessoas que nunca se reviram ou verão nestes partidos qua abrigam a corrupção, levam o povo á fome e à miséria e saiba que se mais candidaturas independentes não há se deve aos partidos que tudo monopolizam ou tentam monpolizar.
Um dia, talvez não muito longíncuo, talvez possamos trocar impressões e ficará surpreendido, estou certo disso, pelo poder da independência, assim como da sua não imunidade.

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